“Ainda Estou Aqui” conquista o Oscar de Melhor Filme Internacional
da Redação | 03/03/2025

O cinema brasileiro brilhou em uma das noites mais importantes da indústria cinematográfica. O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, venceu o Oscar 2025 de Melhor Filme Internacional, consolidando-se como um marco histórico para o audiovisual do país. A premiação, realizada em Los Angeles, consagrou a produção com uma das estatuetas mais prestigiadas da cerimônia.
Além da consagração artística, a vitória também representa um feito inédito: é a primeira vez que uma produção original do Globoplay conquista um Oscar, reafirmando o crescimento e a qualidade das produções nacionais em plataformas de streaming.
Concorrendo com títulos de peso, Ainda Estou Aqui cativou a crítica internacional com uma narrativa poderosa e emocionante, que resgata a memória de um dos períodos mais sombrios da história brasileira.
Durante seu discurso de agradecimento, Walter Salles emocionou a plateia ao dedicar o prêmio a Eunice Paiva, protagonista da história real que inspirou o longa. “Obrigado, em nome do cinema brasileiro. É uma honra receber este prêmio. Eu o dedico a uma mulher que, durante o regime autoritário, decidiu não se curvar. O nome dela é Eunice Paiva. Também dedico este prêmio a Fernanda Torres e Fernanda Montenegro, duas atrizes que representam o melhor da nossa arte”, declarou o diretor.
A história por trás do filme
Baseado em fatos reais, Ainda Estou Aqui retrata a incansável luta de Eunice Paiva para descobrir o paradeiro de seu marido, Rubens Paiva, engenheiro e ex-deputado cassado, sequestrado por militares em janeiro de 1971, durante a ditadura militar no Brasil.
Com direção delicada e impactante de Walter Salles, o filme se destaca pelo roteiro sensível e pelas atuações emocionantes, especialmente de Fernanda Torres, que interpreta Eunice, e de Fernanda Montenegro, que faz uma participação especial.
O drama foi amplamente elogiado por críticos e especialistas, não apenas por sua qualidade técnica e artística, mas também pela importância de resgatar a memória e promover reflexões sobre direitos humanos, justiça e resistência.
Com a vitória, Ainda Estou Aqui entra para a história do cinema brasileiro e reforça a capacidade do país de contar histórias universais e profundamente humanas, capazes de emocionar o mundo inteiro.

