O dólar fechou nesta segunda-feira (17) cotado a R$ 5,68, apresentando uma leve queda frente ao real
Redação 17/03/2025
O dólar fechou nesta segunda-feira (17) cotado a R$ 5,68, apresentando uma leve queda frente ao real, enquanto a Bolsa de Valores (Ibovespa) teve um desempenho positivo, subindo 1,46%, impulsionada por um otimismo geral do mercado.
O dólar à vista caiu 0,99% nesta segunda-feira (17), fechando a R$ 5,68, o menor valor desde 7 de novembro de 2023, quando a moeda encerrou a sessão cotada a R$ 5,67. A desvalorização do dólar foi impulsionada por dois fatores principais:
Indicadores econômicos positivos no Brasil: Dados favoráveis sobre a atividade econômica, como o crescimento do PIB e a redução das taxas de juros, contribuíram para a confiança dos investidores no cenário econômico do país.
Pacote de estímulos da China: O anúncio de medidas de estímulo por parte do governo chinês, visando impulsionar a economia local, também gerou otimismo nos mercados globais, beneficiando as moedas de economias emergentes, como o real.
Essa combinação de fatores ajudou a fortalecer a moeda brasileira e atraiu fluxos positivos para o mercado financeiro nacional.
O dólar experimentou oscilações ao longo do dia, atingindo a mínima de R$ 5,6658, mas recuperou parte de suas perdas devido a compras de investidores. No final, fechou cotado a R$ 5,68, com uma queda de 0,99%.
A Bolsa de Valores, por outro lado, teve um desempenho positivo. O índice Ibovespa subiu 1,46%, fechando aos 130.834 pontos, alcançando o maior patamar desde outubro de 2023. A valorização foi impulsionada por ações de petroleiras, mineradoras e bancos, setores que se beneficiaram de uma série de fatores econômicos.
Entre os principais motivos para esse otimismo estão:
1. Crescimento econômico no Brasil: O crescimento de 0,9% da atividade econômica em janeiro, conforme o índice do Banco Central, alimentou expectativas positivas para o setor de consumo e as empresas brasileiras em geral.
2. Pacote de estímulos da China: As medidas de estímulo da China, maior parceira comercial do Brasil, beneficiaram especialmente os países exportadores de commodities, como o Brasil, ajudando a elevar os preços de matérias-primas.
3. Alta do petróleo: O preço do petróleo também subiu, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 70, impulsionado por bombardeios dos Estados Unidos ao Iémen, o que gerou preocupações geopolíticas e afetou o mercado de energia.
4. Expectativas de cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia: A possibilidade de um cessar-fogo entre os dois países também trouxe otimismo, com investidores reagindo positivamente a um cenário de menor risco geopolítico.
Esses fatores impulsionaram tanto o mercado de câmbio quanto a bolsa, refletindo um ambiente mais favorável para os investidores em meio a uma conjuntura global e local de recuperação econômica e otimização dos preços das commodities.