Foi solto pela Justiça estudante que atropelou e matou uma corredora em Campo Grande
Redação 21/03/2025
O estudante de medicina João Vitor Fonseca Vilela, de 22 anos, que atropelou e matou a corredora Danielle de Oliveira, de 41 anos, em 15 de fevereiro de 2025, foi solto pela Justiça após um pedido de habeas corpus ser aceito pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). João Vitor estava preso preventivamente desde o dia do acidente, ocorrido na MS-010, em Campo Grande, quando, embriagado, atropelou Danielle, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
O habeas corpus foi inicialmente negado pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que argumentou que a gravidade do crime e a grande repercussão social justificavam a manutenção da prisão preventiva. No entanto, a defesa recorreu à segunda instância, e o TJMS entendeu que, embora a gravidade do crime fosse inegável, ela não era suficiente, por si só, para manter o estudante preso. Com isso, a liberdade provisória foi concedida, sob algumas condições.
Entre as medidas impostas, João Vitor não pode mudar de residência sem autorização da Justiça e deve informar à Justiça se se ausentar por mais de oito dias de sua casa. Além disso, sua habilitação foi suspensa e ele está proibido de frequentar bares ou qualquer outro estabelecimento onde ocorra a venda e o consumo de bebidas alcoólicas.
Agora em liberdade provisória, o estudante responderá ao processo enquanto aguarda o julgamento. A decisão gerou repercussão, principalmente entre os familiares e amigos da vítima, que ainda aguardam justiça pelo crime ocorrido.
RELEMBRE O CASO!
Foi na manhã de 15 de fevereiro de 2025, quando o estudante de medicina, embriagado, atropelou Danielle de Oliveira, de 41 anos, e uma outra mulher enquanto elas praticavam corrida na MS-010, saída para Rochedinho, em Campo Grande. As duas vítimas estavam correndo com um grupo de corredores, escoltadas por dois veículos, quando foram atingidas pelo carro de João Vitor.
Testemunhas afirmaram que o estudante estava dirigindo de maneira imprudente, em zig-zag, e tentou fazer uma ultrapassagem quando perdeu o controle do veículo e atropelou as duas mulheres. Danielle não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A outra vítima, Luciana, sofreu escoriações e foi levada até a UPA Coronel Antonino para atendimento médico.
Após o atropelamento, o condutor parou o veículo na via, sendo detido por membros do grupo de corredores. No momento da abordagem, ele estava visivelmente embriagado, usava uma pulseira de uma casa noturna e dentro do carro foram encontradas latas e uma garrafa de cerveja. O estudante se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas foi realizado o termo de constatação de embriaguez. O veículo foi apreendido pela polícia.
O caso gerou grande repercussão, e a Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar os detalhes do ocorrido. João Vitor foi denunciado por homicídio simples em relação à morte de Danielle, tentativa de homicídio contra Luciana, e por dirigir sob influência de álcool, crimes previstos no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro. Esse trágico incidente trouxe à tona a importância de se combater a condução de veículos sob efeito de álcool e as consequências fatais que isso pode causar.