O plantio de milho safrinha em Mato Grosso do Sul alcançou 68,9% da área prevista para a safra 2024

Redação 22/03/2025

O plantio de milho segunda safra (safrinha) em Mato Grosso do Sul alcançou 68,9% da área prevista até o momento, conforme informações do Siga (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), executado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja).

Esse avanço no plantio reflete a continuidade do ciclo agrícola de 2024, com os produtores aproveitando o período de chuvas para semear o milho após a colheita da soja. A safra de milho safrinha é essencial para o estado, que é um dos maiores produtores do país, e tem grande importância no mercado interno e nas exportações.

A previsão é que a área total destinada ao milho safrinha em MS seja plenamente plantada nas próximas semanas, com boas expectativas para a produtividade, dependendo das condições climáticas favoráveis. A evolução do plantio é monitorada de perto para avaliar a necessidade de ajustes nos manejos de cultura e no controle de possíveis pragas e doenças.

Conforme o balanço do plantio de milho safrinha em Mato Grosso do Sul, a região norte apresenta o maior avanço, com 76,3% da área já plantada, seguida pela região centro com 70,9% e pela região sul, com 67,6%. A área total plantada é estimada em cerca de 1,4 milhão de hectares.

Para o ciclo 2024/2025, a expectativa é de um leve aumento de 0,1% na área plantada, totalizando 2,1 milhões de hectares. A produtividade média esperada é de 80,8 sacas por hectare, o que está alinhado com os desempenhos das últimas safras. A produção total projetada é de 10,2 milhões de toneladas, um aumento significativo de 20,6% em relação à safra 2023/2024.

Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja, ressalta a importância de seguir o zoneamento agrícola e as recomendações técnicas locais, destacando que o calendário de plantio precisa ser ajustado conforme as condições específicas de cada região. Ele alerta que, a partir de março, a diminuição das chuvas pode dificultar o desenvolvimento da cultura, especialmente no sul do estado, onde o impacto da seca pode ser mais severo para o cultivo do milho safrinha.

Esse cenário reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de práticas agrícolas adaptativas para mitigar os riscos e otimizar os resultados da safra.

A área destinada ao milho segunda safra em Mato Grosso do Sul ocupa atualmente 47% da área que antes era dedicada à soja, uma redução significativa em comparação aos 75% de anos anteriores. Essa mudança é resultado de uma combinação de fatores, como o alto custo de produção e as condições climáticas desfavoráveis que impactam o ciclo do milho.

De acordo com Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja, os produtores estão sendo forçados a diversificar mais as culturas, buscando alternativas para reduzir os riscos e garantir a rentabilidade da atividade agrícola. A queda na área destinada ao milho reflete uma readequação estratégica dos produtores, que agora buscam maior equilíbrio entre diferentes cultivos, de modo a mitigar os impactos das oscilações do mercado e as condições climáticas.

Essa diversificação se torna ainda mais importante em um cenário de incertezas climáticas e custos elevados, o que obriga os produtores a repensarem suas práticas e adotarem soluções mais adaptativas para garantir a sustentabilidade de suas lavouras.

 

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