11 turistas foram mutilados em ataques de peixes em atrativo fechado
Redação 29/03/2025
De janeiro a março, hospital de Bonito registrou 29 acidentes com turistas isso é grave.
A Prefeitura de Bonito acionou o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul após registrar, entre janeiro e março deste ano, 29 incidentes no hospital local envolvendo turistas em atrativos turísticos. Esses incidentes ocorreram em áreas de lazer e balneários da região.
Em abril de 2024, um caso isolado chamou atenção: uma turista foi mordida por um dourado (Salminus brasiliensis) no Balneário do Sol, resultando em ferimentos no pé. A Prefeitura enfatizou que ataques desse tipo são extremamente raros e geralmente associados a fatores como alimentação inadequada dos peixes pelos visitantes. Recomenda-se evitar alimentar os animais silvestres para prevenir comportamentos inesperados.
Além disso, em fevereiro de 2024, foi realizada a “Operação Carga Máxima” para fiscalizar os atrativos turísticos ao longo do Rio Formoso. A ação resultou no fechamento do Balneário Bosque das Águas devido a infrações ambientais, incluindo superlotação e práticas irregulares.
Entre janeiro e março deste ano, a Praia da Figueira, em Bonito, Mato Grosso do Sul, registrou 20 incidentes envolvendo turistas, dos quais 11 foram mordidas de tambaquis, resultando em cinco amputações de dedos e seis casos que necessitaram de sutura.
Uma das vítimas, N.S.A., de 61 anos, sofreu a amputação de uma falange após ser mordida por um tambaqui em 17 de março. Ela relatou ter sentido uma fisgada ao se apoiar para tirar uma selfie, viu o osso exposto e imediatamente dirigiu-se ao hospital.
Em resposta a esses incidentes, a Prefeitura de Bonito acionou o Governo do Estado para reforçar a segurança nos atrativos turísticos locais. Especialistas destacam que a presença de tambaquis em águas de Bonito é inadequada, considerando que são peixes de hábitos predatórios nativos da região amazônica. A introdução desses animais pode ser prejudicial ao ecossistema local e é considerada crime ambiental.
Atualmente, a Praia da Figueira encontra-se fechada desde terça-feira, 26 de março, enquanto as autoridades investigam as causas desses ataques e implementam medidas para garantir a segurança dos visitantes.
A reclamação da vítima, pois demonstra uma falha significativa no atendimento e no suporte que ela deveria ter recebido do empreendimento turístico. Ao apenas pegar o contato e encaminhá-la para uma agência de seguros, sem fornecer qualquer assistência imediata ou garantir acompanhamento, o local negligenciou a responsabilidade de cuidar de seus hóspedes. Mesmo que o seguro tenha sido acionado, a ausência de um atendimento mais eficaz, como auxílio médico no momento do incidente ou pelo menos um acompanhamento ativo da situação, é inaceitável, principalmente em um ambiente turístico onde a segurança dos visitantes deveria ser prioridade.
Esse tipo de atitude pode gerar uma percepção negativa sobre a seriedade e o compromisso do empreendimento com o bem-estar de seus clientes, e também pode resultar em repercussões legais, dependendo das circunstâncias. O estabelecimento deveria ter demonstrado mais empatia e responsabilidade, não apenas delegando a resolução para uma terceira parte.
“A mulher afirma que ainda não sabe se terá sequelas ou perda de movimentos, mas que a situação está impedindo-a de fazer várias atividades. “Vou entrar com processo. Eles ultrapassaram o limite. Precisam tomar uma atitude urgente”.
A reportagem está tentando esclarecer a situação de um local turístico, especificamente relacionado à Praia da Figueira, e há contradições nas informações divulgadas. Para tornar o texto mais claro, pode-se reescrever de forma mais objetiva. Aqui está uma sugestão:
“A reportagem tem tentado entrar em contato com o responsável pelo local nos últimos três dias, mas ainda não obteve retorno. O passeio para conhecer a Praia da Figueira, durante a baixa temporada, custa entre R$ 105 e R$ 119 por pessoa, enquanto o valor para crianças é fixo em R$ 83. A única pessoa que atendeu o telefone divulgado no site do empreendimento limitou-se a afirmar que o local está fechado, mas que o motivo divulgado pela imprensa não corresponde à realidade. Segundo ela, o espaço segue em funcionamento.”
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Bonito, mas o prefeito Josmail Rodrigues (PSDB) estava em viagem. Ele afirmou que está seguindo orientações do Estado e destacou que o incidente ocorreu em um atrativo particular, que, no momento, encontra-se com a licença e o alvará suspensos.
O ofício revela a preocupação de Josmail, prefeito de Bonito, com os impactos negativos que a exploração de atrativos turísticos tem causado na região, especialmente com relação à saúde pública. Em sua comunicação à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), datada de 20 de fevereiro, ele detalha os graves acidentes envolvendo visitantes nos atrativos naturais, que resultaram em lesões severas e até amputações, atribuídas a peixes em uma lagoa artificial.
O prefeito enfatiza que, embora as questões de saúde pública não sejam diretamente contempladas pela licença de operação dos atrativos, a interação entre os turistas e a fauna local – regulada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) – deve ser monitorada. Além disso, Josmail aponta que, além de um óbito documentado, outras duas mortes ocorridas no final do ano não foram incluídas no relatório oficial por não terem sido encaminhadas ao hospital, mas foram amplamente divulgadas pela mídia local. A gravidade da situação é clara, e o prefeito solicita à Semadesc atenção especial para o problema, buscando medidas preventivas e de maior controle nas atividades turísticas que envolvem contato direto com a natureza.
Esses eventos destacam a importância de reforçar as medidas de segurança e fiscalização nos atrativos turísticos de Bonito, visando garantir a integridade dos visitantes e a preservação ambiental.