O Papa Francisco perdeu a missa de sétima-feira no Vaticano devido a problemas de saúde
Redação 30/03/2025
Mas o Papa enviou uma mensagem aos fiéis, afirmando que este é um “tempo de cura”.
O Papa Francisco, recuperando-se de uma pneumonia grave que o manteve hospitalizado por mais de cinco semanas, fez um apelo aos católicos durante a oração do Angelus deste domingo (30). Embora não tenha comparecido pessoalmente à oração, ele pediu aos fiéis que aproveitassem a Quaresma como um “tempo de cura”. O pontífice, de 88 anos, deixou o Hospital Gemelli em Roma no último domingo, após 38 dias de tratamento intensivo devido à pneumonia bilateral, que representou risco à sua vida em duas ocasiões. Os médicos informaram que ele continuará sua recuperação por pelo menos dois meses, com fisioterapias e sem atividades públicas.
Este domingo, que o Papa Francisco novamente não pôde participar da tradicional oração do Angelus, que ocorre ao meio-dia na janela do Palácio Apostólico com vista para a Praça de São Pedro. Em vez de se dirigir aos fiéis pessoalmente, o pontífice publicou um texto, no qual pediu aos católicos que vivenciassem a Quaresma, especialmente durante o Jubileu, como um “tempo de cura”.
Francisco expressou que estava também vivenciando esse período de cura em sua própria vida, tanto na alma quanto no corpo. Ele ressaltou que a fragilidade e a doença são experiências compartilhadas por todos, mas que, mais do que nunca, somos irmãos na salvação oferecida por Cristo.
A Santa Sé, por sua vez, comunicou que o pontífice continua seu processo de recuperação no Vaticano, após a hospitalização por pneumonia, e que ele segue sendo acompanhado por uma equipe médica enquanto repousa e se submete a fisioterapias.
O Papa Francisco tem demonstrado uma atenção especial às questões de paz e segurança ao redor do mundo. Ao comentar sobre a situação no Sudão do Sul, ele expressou sua preocupação com o agravamento dos combates entre as facções rivais, resultantes da guerra civil que assolou o país entre 2013 e 2018. O apelo à abertura de novas negociações destaca o esforço contínuo da Igreja em promover o diálogo e a reconciliação em contextos de conflito.
Além disso, o Papa destacou os aspectos positivos do cenário internacional, como o acordo de fronteira entre o Quirguistão e o Tadjiquistão. Esse acordo é visto como um avanço importante para a estabilidade da Ásia Central, evidenciando como a diplomacia pode resultar em soluções pacíficas para disputas prolongadas. O reconhecimento dessas vitórias diplomáticas reforça a esperança de que mais conflitos possam ser resolvidos por meio do entendimento e do compromisso mútuo.