O aumento dos casos de dengue e Chikungunya na área rural de Mato Grosso do Sul (MS)
Redação 01/04/2025
Esse levantamento revela que a dengue está se espalhando por diversas áreas, afetando 19 assentamentos, 17 aldeias e 130 fazendas e sítios.
Esse levantamento da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) realmente destaca um aumento alarmante nos casos de dengue e Chikungunya nas áreas rurais, o que é preocupante devido às características dessas regiões. A grande extensão territorial e as dificuldades de acesso tornam o trabalho de controle ainda mais desafiador, uma vez que as medidas precisam ser adaptadas à realidade local, como destacou a gerente de Doenças Endêmicas, Jéssica Klener.
A identificação precisa dos focos de transmissão é, sem dúvida, um passo crucial para que as equipes de saúde possam agir de forma mais eficaz e direcionada. Ao mapear essas áreas de risco, é possível desenvolver estratégias que atendam às necessidades específicas de cada localidade, seja em assentamentos, aldeias ou fazendas. Além disso, a parceria com as comunidades rurais é fundamental para o sucesso dessas ações, pois a mobilização local pode ser determinante para reduzir os focos do mosquito transmissor.
Como as áreas rurais enfrentam desafios próprios, como a dispersão das residências e a falta de infraestrutura, o esforço para combater essas doenças deve ser contínuo e integrado, com ações que vão além da simples eliminação de focos, englobando também campanhas educativas, o monitoramento constante e o envolvimento das populações afetadas.
Há informações sobre as medidas específicas que estão sendo adotadas nas zonas rurais ou sobre a evolução desses casos nos últimos meses?
Os dados fornecidos pelo Sinan mostram uma realidade preocupante sobre a disseminação da dengue nas áreas rurais de diversos municípios, principalmente nas zonas de assentamentos, aldeias e fazendas. A dificuldade na definição de endereços em algumas dessas localidades pode dificultar ainda mais a identificação e controle dos focos de transmissão do vírus, evidenciando a necessidade de um trabalho de monitoramento mais detalhado e eficaz.
A situação parece mais grave em locais como Miranda, Aquidauana e Sete Quedas, onde os maiores números de casos foram registrados. A presença significativa de casos nas aldeias indígenas de Miranda e Aquidauana destaca a vulnerabilidade dessas populações, que exigem atenção especial nas ações de controle e prevenção da doença.
Esse cenário reforça a urgência de estratégias mais direcionadas e a implementação de medidas de saúde pública adaptadas às características e dificuldades dessas comunidades, a fim de evitar uma possível maior propagação da doença.
CHIKUNGUNYA
A Chikungunya tem afetado diversas cidades, com maior concentração de casos nas áreas rurais de algumas localidades. Maracaju é o município mais impactado, com 19 casos confirmados, seguido por Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Bonito e Pedro Gomes, com 8, 7, 6 e 5 casos, respectivamente. Em Maracaju, 22,6% dos casos notificados foram confirmados como positivos.
Além dessas cidades, houve registros de casos na zona rural de Sonora, Paranaíba, Ponta Porã, Dourados, Vicentina, Amambai e Itaquiraí. Em Dois Irmãos do Buriti, foi também confirmado um óbito em decorrência da doença.
A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, ressaltou a importância de identificar os focos de transmissão para criar e implementar estratégias de controle eficazes. Ela enfatizou que o mapeamento preciso facilita o uso mais eficiente dos recursos de saúde e aumenta a eficácia das intervenções. Além disso, destacou que o controle do Aedes aegypti depende do envolvimento e conscientização da comunidade, reforçando a necessidade de um esforço conjunto para prevenir novos surtos.
PREVENÇÃO
Orientação da Secretaria de Saúde (SES) sobre ações preventivas contra o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. As medidas incluem campanhas de conscientização, mutirões de eliminação de focos do mosquito e reforço no atendimento nas unidades de saúde, especialmente nas áreas mais afetadas. O acompanhamento contínuo e a colaboração com as prefeituras visam controlar a propagação dessas doenças e proteger a saúde pública.