Mato Grosso do Sul colheu 14,6 milhões de toneladas de soja na safra de 2025

Redação 03/04/2025

Esse crescimento reflete a boa produtividade do estado.

Mato Grosso do Sul deve colher 14,6 milhões de toneladas de soja nesta safra, que está na reta final de colheita. Esse volume representa um aumento significativo de 11,4% em relação à safra anterior. Os dados foram atualizados pelo Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a APROSOJA-MS e o Sistema Famasul.

O aumento na produção de soja reflete o bom desempenho do agronegócio no estado, que se mantém como um dos maiores produtores do Brasil. Fatores como o uso de tecnologias de ponta, boas práticas de manejo e um clima favorável contribuíram para essa elevação na produção. O setor continua sendo um dos pilares da economia de Mato Grosso do Sul, impulsionando as exportações e fortalecendo a posição do estado no mercado agrícola nacional e internacional.

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou que, nesta safra, a área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul alcançou 4,5 milhões de hectares, o que representa uma expansão de 6,8% em comparação ao ciclo anterior. Esse crescimento na área cultivada reflete o fortalecimento do agronegócio no estado.

O dado mais impressionante, segundo Verruck, é a produtividade da soja. Apesar dos desafios climáticos enfrentados, a produtividade média subiu de 51,7 para 54,4 sacas por hectare, resultando em uma produção total estimada de 14,686 milhões de toneladas, um aumento de 5% em relação à previsão inicial de 13,9 milhões de toneladas.

Além da soja, a estimativa para o milho da segunda safra de 2024 também é positiva. A área cultivada com milho deverá atingir 2,1 milhões de hectares, com uma produtividade média de 80,8 sacas por hectare. Isso resultará em uma produção projetada de 10,2 milhões de toneladas, o que representa um aumento expressivo de 20,6% em relação ao ciclo anterior.

Esses resultados demonstram o excelente desempenho da agricultura em Mato Grosso do Sul, impulsionado pela adoção de tecnologias mais avançadas e práticas agrícolas eficientes. O agronegócio segue sendo um dos principais motores da economia estadual.

O levantamento do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS) revelou que cerca de 2,3 milhões de hectares (51% da área cultivada) de soja em Mato Grosso do Sul foram afetados por estresse hídrico, especialmente em lavouras plantadas entre setembro e outubro. Esse estresse hídrico foi exacerbado durante o período crítico para a soja, entre dezembro e janeiro, quando as precipitações ficaram abaixo da média, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.

Até o final de março, a colheita de soja no estado estava 2,4 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos. No entanto, até o dia 28 de março, 93% da área de soja já havia sido colhida, o que representa 4,1 milhões de hectares. A região sul de Mato Grosso do Sul foi a que mais avançou na colheita, com 94,8% da área colhida, seguida pela região centro com 92% e a região norte com 87,5%.

Apesar dos desafios climáticos, o secretário Jaime Verruck destacou que, mesmo com os impactos iniciais, os sinais para a soja nesta safra são mais favoráveis do que as expectativas iniciais. Verruck acredita que, à medida que a amostragem avança, os números finais da safra podem sofrer ajustes positivos, mostrando que a produção foi mais resistente do que o esperado, mesmo diante das adversidades climáticas.

 

 

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