Campo Grande tem enfrentado um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças

Redação 09/04/2025


Especialistas recomendam que pais adotem medidas preventivas, como evitar a exposição de recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida.

O aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Campo Grande, especialmente entre crianças de zero a 9 anos, é um indicativo preocupante da sobrecarga do sistema de saúde na cidade. Os dados mostram que 61% dos casos confirmados de SRAG este ano foram registrados nesse grupo etário, o que reflete uma tendência sazonal de agravamento das doenças respiratórias durante o outono. Ao contrário de 2024, quando muitos dos casos estavam relacionados à Covid-19, em 2025, o principal fator é a circulação do vírus da Influenza A e rinovírus, que são os responsáveis pela maioria das infecções respiratórias na cidade.

Esse cenário coloca uma pressão significativa sobre os recursos de saúde, principalmente no que diz respeito aos leitos hospitalares, que podem ser insuficientes para atender a demanda crescente, especialmente entre as crianças, que são mais vulneráveis a complicações respiratórias.

O avanço das doenças respira

Os dados apresentados mostram que a Capital está enfrentando um aumento nas notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025, com 646 casos confirmados até o momento. Embora o número de casos seja menor do que o do ano passado (723 casos no mesmo período), houve um aumento expressivo na comparação entre as semanas 13 e 14, passando de 71 para 123 confirmações.

As crianças, especialmente as de zero a 4 anos, têm sido as mais afetadas por essas síndromes, enquanto os adultos, embora com menos casos, têm visto os idosos como grupo mais vulnerável às complicações fatais da doença. Até agora, 45 mortes foram registradas devido a doenças respiratórias, com 4 dessas mortes ocorrendo entre crianças e 27 entre idosos com mais de 60 anos.

Esse quadro reforça a importância de medidas de prevenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos, para mitigar o impacto das síndromes respiratórias na população.

Vacinação aberta

A vacinação contra a gripe é uma medida essencial para prevenir casos graves da Influenza, especialmente entre os grupos prioritários, e está disponível em Campo Grande nas 79 unidades de saúde da cidade. Para quem preferir, também há a opção do ‘Drive da Vacinação’, que funciona no Corpo de Bombeiros da rua 14 de julho, no centro. O atendimento no local é de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, e aos sábados e domingos, em dois horários: das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Nesta primeira fase da campanha, a vacina está sendo destinada aos seguintes grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI):

• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos

• Gestantes

• Puérperas (mulheres no período pós-parto)

• Povos Indígenas

• Quilombolas

• Pessoas em situação de rua

• Trabalhadores da saúde

• Professores do ensino básico e superior

• Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento

• Profissionais das Forças Armadas

• Pessoas com deficiência permanente

• Caminhoneiros

• Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso

• Trabalhadores portuários

• Trabalhadores dos Correios

• População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional

• Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas

• Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais

• Idosos com 60 anos ou mais

A vacinação é uma ferramenta eficaz para reduzir o impacto da gripe, especialmente em grupos mais vulneráveis. Por isso, é importante que as pessoas pertencentes aos grupos acima mencionados procurem se vacinar o quanto antes.

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