Dólar recua levemente e fecha semana estável, com cautela antes de negociações EUA-China

Redação 09/05/2025

Após forte desvalorização de 1,46% na quinta-feira (8), o dólar apresentou leve queda nesta sexta (9), encerrando o dia cotado a R$ 5,6548 — retração de 0,11%. A moeda norte-americana chegou a oscilar pela manhã, atingindo máxima de R$ 5,6700 e mínima de R$ 5,6386, refletindo ajustes após o rali da véspera e o movimento global de enfraquecimento do dólar frente a moedas emergentes.

Apesar da divulgação do IPCA de abril em linha com as expectativas, os dados domésticos tiveram pouco impacto no câmbio. O foco dos investidores esteve na expectativa pelas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, marcadas para começar neste sábado (11). Declarações ambíguas do presidente Donald Trump, que afirmou que “uma tarifa de 80% para a China parece correta”, também contribuíram para a cautela nos mercados.

O economista Fabrizio Velloni, da Frente Corretora, avalia que o ambiente para moedas emergentes melhorou nos últimos dias, mas ressalta a instabilidade nas sinalizações dos EUA: “Trump pode mudar a sinalização de uma hora para outra”. Velloni também destaca os desafios fiscais brasileiros, que devem voltar ao centro das atenções no segundo semestre, limitando a valorização do real.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou levemente, fechando a semana em torno de 100,300 pontos, com ganho semanal de 0,30%. No acumulado do ano, as perdas do índice foram reduzidas para menos de 8%.

No cenário interno, a decisão do Copom de elevar a Selic para 14,75% ao ano reforçou o apetite por real, ao manter os juros em patamar atrativo para operações de carry trade. Analistas ouvidos pelo Broadcast consideram possível o fim do ciclo de alta, mas acreditam na manutenção de juros elevados por um período prolongado.

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