homem confessando assassinato da companheira e da filha de 10 meses em Campo Grande


Redação 27/05/2025

João Augusto Borges, de 21 anos, foi preso ao registrar desaparecimento das vítimas; ele disse estar “cansado” e citou influência de colega de trabalho.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra João Augusto Borges, de 21 anos, confessando ter assassinado a companheira, de 29 anos, e a filha do casal, de apenas 10 meses. Os corpos foram encontrados carbonizados em um matagal no bairro Indubrasil, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (27).

João foi preso em flagrante no momento em que tentava registrar o desaparecimento das vítimas na 6ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro Jardim Tijuca. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), já envolvida nas investigações, realizou a prisão no local.

Confissão gravada

Na gravação, João admite o crime e alega que não queria pagar pensão alimentícia, afirmando estar esgotado com o relacionamento. “Eu cansei, sinceramente eu cansei do relacionamento e não queria pagar pensão”, disse ele.

Em determinado momento, um policial questiona: “Você matou sua filha para não pagar pensão?” João responde: “Não foi para não pagar pensão, foi por causa de influência de uma mulher do trabalho”. O agente pergunta se essa pessoa o incentivou diretamente a cometer o crime, mas o autor nega. O vídeo tem 39 segundos e termina com a negativa do suspeito.

Corpos carbonizados e área isolada

As vítimas foram encontradas em chamas por volta das 23h da segunda-feira (26), em uma área de vegetação no fim de uma rua sem saída, na Rua Desembargador Ernesto Borges. A Polícia Militar foi acionada após denúncias de incêndio, e o Corpo de Bombeiros controlou o fogo. No local, foram encontrados os corpos da mulher e da criança.

Segundo o delegado Mateus Crovador, responsável pela investigação, há fortes indícios de que as vítimas não foram mortas no local, mas sim desovadas ali para ocultação. “Não encontramos perfurações nos corpos, e o uso de óleo diesel foi identificado como acelerante do fogo. A cena era chocante”, relatou.

A polícia também já identificou o modelo da caminhonete usada no crime, que foi flagrada por câmeras de segurança deixando a área. João foi levado à sede da DHPP, onde será ouvido formalmente e poderá responder por homicídio qualificado, feminicídio e infanticídio.

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