MS deve colher a 2ª maior safra de soja da história, mesmo com perdas por estiagem


Redação 28/05/2025

Apesar das intercorrências climáticas durante o ciclo 2024/2025, Mato Grosso do Sul deve registrar a segunda maior safra de soja da história, com estimativa de 14,6 milhões de toneladas, conforme dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS). O volume só é inferior à safra 2022/2023, quando o Estado colheu 15 milhões de toneladas.

O secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, destaca que uma última revisão nos dados pode elevar ainda mais esse número.

“Mesmo com as perdas no sul do Estado, algumas regiões alcançaram produtividade entre 70 e 80 sacas por hectare. A média final ficou em 54,4 sacas por hectare, o que ainda é excelente. Mato Grosso do Sul mostra recuperação e participa de forma expressiva nos 40% que o Brasil representa da produção mundial de soja”, afirma Verruck.

Impactos da estiagem

O Boletim Casa Rural, da Famasul, com base no Siga MS, mostra que cerca de 2,33 milhões de hectares (52% da área plantada) foram afetados por estresse hídrico, principalmente em lavouras implantadas entre setembro e meados de outubro de 2024.

As chuvas escassas entre dezembro e janeiro — período crítico para o enchimento de grãos — impactaram duramente a produtividade no sul do Estado, com destaque para Ponta Porã e Laguna Carapã, onde perdas superaram 70% da área cultivada em algumas localidades.

Colheita encerrada e armazéns cheios.

Apesar dos desafios, a colheita da soja foi encerrada e os armazéns estão cheios, segundo a Semadesc. A finalização ocorreu duas semanas mais tarde em relação ao ciclo 2023/2024.

“Foi uma safra desafiadora, mas a reação positiva da produtividade em outras regiões e o ritmo acelerado de comercialização refletem na arrecadação estadual e fortalecem a cadeia industrial do agronegócio”, conclui Verruck.

O resultado oficial e consolidado da safra 2024/2025 será divulgado na próxima semana, após a finalização da amostragem em 30% da área plantada — conforme a metodologia adotada pelo Siga MS.

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