Prazo para defesa de consórcio vencedor da Rota da Celulose termina hoje

Redação 06/06/2025
Empresa liderada pela K-Infra é alvo de questionamento por parte da XP Investimentos, segunda colocada no leilão
Termina nesta sexta-feira (6) o prazo para que as empresas que apresentaram a melhor proposta no leilão da chamada Rota da Celulose apresentem sua defesa em um questionamento sobre a qualificação técnica. O recurso foi apresentado pelo consórcio liderado pela XP Investimentos, segundo colocado no certame, contra o consórcio vencedor, liderado pela K-Infra.
A contestação surgiu após a União declarar a caducidade da concessão da K-Infra na Rodovia do Aço (BR-393), no Rio de Janeiro, por descumprimento de obrigações contratuais. A XP alega que esse histórico compromete a capacidade técnica da empresa para assumir novo contrato.
Proposta vencedora
O consórcio K-Infra/Galápagos Capital apresentou a proposta mais vantajosa, com 9% de desconto sobre a tarifa máxima e pagamento de outorga de R$ 217,4 milhões, superando os demais concorrentes. A XP, no entanto, apontou no recurso que a empresa acumula 45 processos administrativos por infrações entre 2014 e 2018, além de multas não pagas, o que, segundo a empresa, comprometeria sua habilitação.
A K-Infra, por sua vez, recorreu ao STF contra a decisão da União e afirma que a penalização foi indevida. A empresa também alegou ter apresentado ao Ministério dos Transportes um plano de modernização da BR-393, estimado em R$ 1,6 bilhão, que não teria sido devidamente avaliado.
O projeto da Rota da Celulose prevê a concessão de 870,3 km de rodovias estaduais e federais em Mato Grosso do Sul, incluindo trechos das BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395. O contrato terá duração de 30 anos e demanda investimentos de aproximadamente R$ 10,1 bilhões, sendo a maior parte concentrada nos oito primeiros anos, com obras de ampliação, duplicação e melhorias na malha viária.
O recurso da XP foi encaminhado ao Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do Governo do Estado, responsável pela condução do processo em parceria com a B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Após a entrega da defesa, o EPE deverá analisar os argumentos e decidir se mantém o resultado do leilão ou acolhe o recurso, podendo excluir o consórcio vencedor.

