Famílias ocupam área pública no Jardim Tijuca e fecham acordo provisório com a Prefeitura


Redação 22/06/2025

Após uma nova tentativa de ocupação em área pública no Jardim Tijuca, em Campo Grande, representantes da Prefeitura e um grupo de moradores chegaram a um acordo provisório que permite a permanência das famílias no local até a próxima segunda-feira (23). O entendimento foi alcançado com a mediação da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Polícia Militar e da Romu (Ronda Ostensiva Municipal).

O compromisso firmado estabelece que os barracos erguidos deverão ser desmontados até o fim do prazo. A medida visa evitar a consolidação de ocupações irregulares na área localizada na Rua Bororó.

Tensão e confronto

O impasse começou quando cerca de 20 famílias retornaram ao terreno, de onde haviam sido removidas no dia anterior pela Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários). Denúncias de vizinhos relataram reconstrução de barracos, som alto e até realização de churrasco, o que motivou nova intervenção das forças de segurança.

Segundo relatos, a ação foi marcada por tensão. Bombas de efeito moral e spray de pimenta foram usados para dispersar os ocupantes. “Eles chegaram tocando bomba, tem criança aqui, jogaram gás”, contou Willian Anderson Pereira, de 45 anos, líder do movimento.

Durante o tumulto, uma mulher desmaiou e precisou de atendimento do Corpo de Bombeiros. Débora Mendes, de 20 anos, mãe de uma bebê, relatou momentos de pânico: “Quando olhei para trás, eles já estavam soltando fumaça. Subi correndo, pedindo ajuda. A neném começou a ficar roxa. Ela não estava respirando”.

Liane Brito, de 51 anos, também presenciou a ação. “Eles chegaram com bomba, no meio das crianças. Tem criança passando mal, uma senhora desmaiou. Eu pedi, pelo amor de Deus, para não atirarem, e mesmo assim eles vieram mandando bomba, mostrando arma”, relatou.

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Posição da Prefeitura

Um representante da Emha esteve no local e reforçou que a ocupação não será permitida por se tratar de área pública. No entanto, foi firmado um acordo temporário que autoriza a permanência das famílias até a manhã de segunda-feira, desde que os barracos sejam desmontados.

O líder do grupo se comprometeu a entregar uma lista com os nomes e contatos dos ocupantes na sede da Emha, buscando uma resposta oficial da prefeitura quanto à situação habitacional das famílias.

A Emha enfatizou que construções em áreas públicas são consideradas irregulares e orientou os interessados a procurarem os canais oficiais para atualização cadastral e acesso a informações sobre os programas habitacionais disponíveis.

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