Piloto de balão que caiu em SC não tinha licença exigida, diz Anac; defesa contesta


Redação 24/06/2025

Acidente matou oito pessoas e feriu 13; falha em maçarico é apontada como causa provável.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que o piloto do balão que caiu no último sábado (21) em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, não possuía licença válida de Piloto de Balão Livre (PBL), exigida para voos comerciais certificados. Além disso, a aeronave não era registrada para esse tipo de operação.

O acidente resultou na morte de oito pessoas e deixou outras 13 feridas. Segundo a Anac, o voo se enquadrava como aerodesporto, prática que permite voos por conta e risco dos participantes, sem necessidade de certificação técnica ou da aeronave.

A defesa do piloto, Elves de Bem Crescencio, contesta a Anac e afirma que ele possui cadastro de aerodesportista, mais de 700 horas de voo e atua como instrutor. A empresa dele, Sobrevoar Serviços Turísticos, também estaria regular dentro da categoria esportiva.

De acordo com depoimento à Polícia Civil, o acidente foi causado por uma falha no maçarico auxiliar, o que levou o piloto a ordenar que os passageiros saltassem. Treze conseguiram sair antes de o balão voltar a subir com os oito que morreram.

A polícia instaurou inquérito e apura se houve falha técnica ou responsabilidade criminal no episódio. A Anac já havia alertado autoridades locais sobre a necessidade de regulamentar os voos turísticos na região.

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