Com tempero de mãe e fogão à lenha, Marlene conquista até estrelas da música sertaneja Leonardo e João Bosco se renderam ao sabor da comida feita em Rio Negro

Redação 26/06/2025
Às margens da MS-080, no entroncamento que liga Rio Negro a São Gabriel do Oeste, está o Restaurante da Marlene – Pouso do Boiadeiro. O lugar simples, mas cheio de alma, conquistou viajantes, caminhoneiros e até celebridades, graças ao tempero inconfundível e à hospitalidade de Marlene Alves Genaro, de 66 anos.
Ali, no coração do cerrado sul-mato-grossense, a comida é preparada no fogão à lenha, com ingredientes da roça e o tempero que remete ao almoço de vó. A clientela é fiel e crescente há mais de duas décadas.

Da simplicidade ao estrelato
Dona Marlene começou pequena, atendendo sob encomenda. “O pessoal ligava dizendo que vinha, e eu preparava a comida. Fui crescendo aos poucos”, relembra. Hoje, seu restaurante é referência regional e já recebeu visitas ilustres.
Um dos clientes mais famosos foi o cantor Leonardo, que chegou em uma sexta-feira — justamente o dia do tradicional mocotó e da costela bovina na panela. Encantado com o sabor, gravou um vídeo elogiando o almoço. “Foi maravilhoso. Tudo de bom”, disse o artista.
Outro famoso que se rendeu ao tempero foi João Bosco, da dupla João Bosco & Vinícius, que almoçou no local e também aprovou o cardápio sertanejo.

Do nascer do sol ao último cliente
A rotina de Marlene começa cedo. Às 3h30 da manhã, ela já está de pé. Meia hora depois, abre as portas do restaurante para servir o quebra-torto, café da manhã reforçado para os que seguem para as fazendas da região. No cardápio: arroz, carne, salgado, ovo frito, leite e pão.
O almoço começa às 11h, e à noite tem jantar para quem passa pela rodovia ou decide pousar no local — especialmente os caminhoneiros. Também são oferecidas marmitas para quem está com pressa.
Preços:
- Café da manhã: R$ 30 (à vontade)
- Almoço: R$ 45
- Jantar: R$ 40
- Marmita: R$ 30
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Mais que comida: acolhimento
Com o fruto do trabalho na cozinha, Marlene criou os três filhos, hoje adultos. E mesmo com o cansaço da lida diária, ela garante: vale a pena.
“Cansa, claro, mas quando a gente faz o que gosta, é maravilhoso. Fico feliz demais em saber que tem gente que vem de longe só pra comer aqui”, diz com orgulho.
Ela acredita que o carinho no atendimento faz diferença. “Trato todo mundo igual. Pessoal de todo canto para aqui, come, conversa… Acho que é isso que cativa o povo.”


