Técnico é preso após invadir TCE-MS e danificar refletores em protesto contra suposto “desperdício de energia”


Redação 08/07/2025

Um técnico em eletrônica de 29 anos foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (8) após invadir a área externa do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), no Parque dos Poderes, em Campo Grande, e danificar a fiação de oito refletores instalados no chão. Segundo ele, o ato foi um protesto contra o suposto desperdício de energia elétrica por parte do órgão.

De acordo com o boletim de ocorrência, a segurança patrimonial do TCE acionou a Polícia Militar ao perceber a movimentação. O homem foi detido no local pelos próprios seguranças. Seu veículo, um Chevrolet Spin prata, estava estacionado irregularmente sobre a calçada e com a placa coberta, em área de acesso restrito.

Ação planejada e resistência à prisão

Ao ser questionado, o técnico confessou que planejou a ação, alegando estar ciente do que fazia. Disse que entrou clandestinamente no espaço e que seu objetivo era apenas “desligar os refletores”, puxando os plugues de alimentação. Ele negou o uso de medicamentos e disse que não causou nenhum dano — versão que foi contestada pela perícia técnica, que identificou danos em postes de energia.

Diante disso, o suspeito foi autuado em flagrante por dano qualificado ao patrimônio público. Segundo os policiais, ele resistiu à prisão e demonstrou intenção de fuga, sendo necessário o uso de algemas. No momento da abordagem, ele segurava uma lata de cerveja e apresentava sinais de embriaguez, conforme relataram os agentes.

O veículo foi apreendido por irregularidades no licenciamento e removido ao pátio do Detran-MS. O suspeito foi levado à delegacia, onde passou por registro sem lesões aparentes e portando apenas um celular e um cartão de crédito. Ele aguarda audiência de custódia, que decidirá se responderá em liberdade ou permanecerá preso.

Órgão utiliza energia solar desde 2019

Apesar da justificativa do técnico, a Polícia Militar destacou que o TCE-MS utiliza placas solares há cinco anos, o que torna infundado o protesto. “A pessoa desinformada acaba causando um dano ao patrimônio sem ter noção do que está fazendo”, comentou um policial da equipe responsável pelo atendimento da ocorrência.

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