Governo amplia público do Bolsa Família com novos grupos prioritários


Redação 09/07/2025

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, nesta quarta-feira (9), uma portaria que amplia os grupos prioritários para o ingresso no Programa Bolsa Família. A partir de agora, famílias com pessoas em situação de rua, em risco social ou em risco de insegurança alimentar também poderão receber o benefício.

Segundo o MDS, essas famílias devem estar registradas no Prontuário SUAS (Sistema Único de Assistência Social) para serem habilitadas. Esses novos grupos se somam aos já contemplados: famílias com integrantes em trabalho infantil, resgatados de trabalho análogo à escravidão, quilombolas e indígenas, além de catadores de material reciclável.

A portaria entra em vigor imediatamente, mas os efeitos começam a valer a partir da folha de pagamento de julho de 2025.

Para ter direito ao benefício, a renda mensal per capita da família deve ser de, no máximo, R$ 218. Por exemplo, se uma pessoa recebe um salário mínimo (R$ 1.518) e mora com outras seis pessoas, a renda individual seria de R$ 216,85, o que garante o direito ao programa.

Além disso, é obrigatório estar inscrito no Cadastro Único, com os dados atualizados. O cadastramento é feito nos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) dos municípios, mediante apresentação do CPF ou título de eleitor.

O valor mínimo do Bolsa Família é de R$ 600, mas o benefício pode ser maior com os adicionais previstos:

  • R$ 150 por criança de até 6 anos
  • R$ 50 para gestantes
  • R$ 50 para jovens de 7 a 17 anos
  • R$ 50 para bebês de até 6 meses

A seleção das famílias é feita de forma automatizada todos os meses, com base nas informações do Cadastro Único e nos critérios estabelecidos pela legislação do programa.

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