Campo Grande registra deflação de -0,08% em junho, mas inflação acumulada segue acima da média nacional


Redação 10/07/2025

Energia elétrica, transporte por aplicativo e alimentação no domicílio influenciaram o índice divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10)

Campo Grande registrou queda de -0,08% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando a inflação foi de 0,13%. Em comparação com junho de 2024, quando o índice foi de 0,29%, a queda é ainda mais significativa.

Apesar da retração no mês, o índice acumulado em 12 meses chegou a 5,52%, superior à média nacional de 5,35% e acima dos 4,57% registrados nos 12 meses anteriores. No ano, o IPCA na capital sul-mato-grossense acumula alta de 2,75%, contra 2,99% no país.

Energia elétrica pressiona grupo Habitação

Entre os nove grupos analisados, Habitação teve a maior alta (0,98%), com destaque para a energia elétrica residencial, que subiu 2,80% após a adoção da bandeira tarifária vermelha – patamar 1. O grupo foi responsável pelo maior impacto no índice mensal (0,15 p.p.).

Outros itens que puxaram o grupo para cima foram sabão em pó (1,87%), saco para lixo (1,46%) e água sanitária (1,01%). Já o gás de botijão registrou queda de 0,69%.

Alimentos mais baratos aliviam orçamento das famílias

O grupo Alimentação e bebidas teve queda de -0,51%, puxado principalmente pelos preços da alimentação no domicílio (-0,67%). As maiores baixas foram de banana-d’água/nanica (-8,47%), mamão (-6,38%), laranja-pera e ovo de galinha (-5,07%).

Em contrapartida, alguns itens apresentaram alta, como maionese (3,35%), farinha de trigo (3,22%), feijão-carioca rajado e tomate (2,82%). A alimentação fora do domicílio ficou estável (0,00%).

Saúde tem primeira deflação no ano

O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou a primeira variação negativa de 2025, com recuo de -0,44%. As maiores quedas vieram de perfumes (-3,06%), medicamentos para pressão e colesterol (-2,30%) e anti-inflamatórios (-2,09%).

Por outro lado, houve altas em itens como papel higiênico (2,31%), maquiagem (2,09%) e absorventes higiênicos (1,77%).

Gasolina em queda, mas transporte por app dispara

O grupo Transportes caiu -0,25%, influenciado pela redução no preço da gasolina (-1,38%), com impacto de -0,10 p.p. no índice, além de óleo diesel (-3,62%) e passagens aéreas (-3,2%).

Em contrapartida, o transporte por aplicativo subiu 14,5% em junho, acumulando alta de 42,64% em 12 meses. Passagens de ônibus interestadual (4,97%) também influenciaram o grupo.

Outros grupos: residência em alta, vestuário e comunicação em queda

  • Artigos de residência: alta de 0,36%, com destaque para tapetes (2,78%) e móveis de cozinha (1,96%).
  • Vestuário: recuo de -0,08%, puxado por tecidos (-3,65%) e calça feminina (-2,66%).
  • Despesas pessoais: leve queda de -0,02%, influenciada por serviços como higiene de animais (-1,55%) e barbearia (-1,02%).
  • Educação: estabilidade com variação de 0,02%, impulsionada por caderno (1,44%) e livro didático (0,13%).
  • Comunicação: queda de -0,21%, puxada por aparelhos telefônicos (-1,23%).

O resultado de junho reflete uma desaceleração da inflação local, com contribuição significativa da queda nos preços dos alimentos e combustíveis. No entanto, o acumulado em 12 meses ainda preocupa, mantendo Campo Grande acima da média nacional.

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