Mulheres protestam em frente à casa da mãe de bebê morta após estupro em Camapuã


Redação 11/07/2025

Um grupo de mulheres realizou um protesto nesta sexta-feira (11), em Camapuã, a 141 km de Campo Grande, em frente à casa da mãe da bebê de 1 ano e 9 meses que morreu após ser estuprada pelo pai. As manifestantes expressaram revolta diante das suspeitas de omissão por parte da mãe da criança.

Em vídeos amplamente divulgados nas redes sociais e grupos de mensagens, é possível ouvir gritos de indignação e xingamentos, como “assassina” e “ela não é mãe, é cúmplice”. Algumas mulheres exigiam que a mãe saísse da casa, afirmando que queriam apenas “conversar”, embora a tensão fosse evidente.

A Polícia Militar foi acionada e deslocou uma equipe até o local, com viatura e motocicletas, para evitar confrontos. De acordo com o site BNC Notícias, o ato teria ocorrido de forma espontânea, organizado por moradores inconformados com os desdobramentos do caso.

O protesto aconteceu após o avanço das investigações da Polícia Civil, que agora também investiga a mãe por possível omissão. Apesar de ter alegado inicialmente que desconhecia os abusos cometidos pelo pai, os laudos médicos e os sinais de maus-tratos indicam que a bebê já vinha sendo negligenciada há algum tempo.

Segundo informações médicas, a criança apresentava infestação por piolhos, larvas em feridas e pneumonia, além de estar com os cuidados da traqueostomia negligenciados. Ela já havia sido atendida anteriormente no Hospital Universitário de Campo Grande com sintomas semelhantes, levantando questionamentos sobre o acompanhamento social da família.

O pai, preso em flagrante, confessou o estupro e afirmou à polícia que foi vítima de abuso sexual na infância. A prisão preventiva foi solicitada, e a polícia apura se outros menores da família também estariam em situação de risco.

Enquanto a comunidade pede justiça, órgãos públicos como o Conselho Tutelar, a Prefeitura de Camapuã e a Secretaria de Assistência Social seguem sem se posicionar oficialmente. Até o momento, o único contato foi com uma assistente do Conselho Tutelar, que informou que não haverá manifestação sobre o caso.

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