União Europeia estende até agosto suspensão de retaliações às tarifas impostas por Trump

Redação 13/07/2025
Von der Leyen confirma que bloco manterá pausa estratégica nas contramedidas enquanto tenta acordo diplomático com os Estados Unidos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou neste domingo (13) que a União Europeia vai manter suspensa até 1º de agosto a aplicação de retaliações comerciais às tarifas impostas recentemente pelos Estados Unidos. A decisão foi tomada após novas rodadas de negociação com o governo norte-americano, liderado pelo presidente Donald Trump, que impôs tarifas de até 30% sobre aço e alumínio europeus.
A medida da UE é uma extensão da suspensão que já vinha sendo aplicada desde abril, quando o bloco decidiu dar espaço para o diálogo diplomático com Washington. Apesar da pressão interna por uma resposta mais imediata, Von der Leyen afirmou que a prorrogação da trégua comercial é estratégica e que o bloco europeu está pronto para agir com firmeza caso não haja avanço nas tratativas até o fim do prazo estabelecido.
“Seguimos apostando na via diplomática, mas sem abrir mão de nossos interesses. Caso não haja progresso real nas negociações, estamos prontos para retomar as contramedidas”, declarou a presidente da Comissão, durante coletiva em Bruxelas.
O pacote de retaliação da UE, estimado inicialmente em € 21 bilhões, poderá ser expandido caso os Estados Unidos mantenham as tarifas em vigor. A extensão do impasse vem preocupando setores industriais na Alemanha e na França, países que lideram as exportações do bloco e defendem maior assertividade caso o cenário não mude.
Além disso, a Comissão Europeia também anunciou a intenção de acelerar acordos comerciais com outros parceiros estratégicos, como Indonésia e Mercosul, numa tentativa de reduzir a dependência das relações com os Estados Unidos em meio à instabilidade.
A próxima reunião do Conselho Europeu está marcada para o fim de julho, e deve concentrar esforços na construção de uma posição unificada do bloco diante da escalada protecionista dos EUA. Até lá, a diplomacia segue como ferramenta principal — mas com o relógio correndo para que o equilíbrio não se transforme em crise.


