Paulo Corrêa propõe meia-entrada em eventos para doadores de órgãos e tecidos em MS

Redação 15/07/2025
Projeto de Lei reconhece atitude solidária e busca incentivar novos cadastros no sistema de doação
Pessoas que doam órgãos ou tecidos, em vida ou após a morte, poderão ter direito à meia-entrada em eventos realizados em Mato Grosso do Sul. A proposta está prevista no Projeto de Lei nº 181/2025, apresentado nesta terça-feira (15) pelo deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa.
O objetivo, segundo o parlamentar, é valorizar e incentivar a doação de órgãos, reconhecendo socialmente quem escolhe salvar vidas por meio desse gesto solidário.
“Esse projeto é uma forma de reconhecer e valorizar quem toma uma atitude tão nobre como doar órgãos. Cada doação pode salvar muitas vidas, e nosso papel como legisladores é incentivar atitudes que transformam a realidade de tantas famílias”, afirmou Corrêa.
Quem tem direito
O direito à meia-entrada será concedido a:
- Doadores vivos de um dos rins, parte do fígado, pulmão ou medula óssea;
- Pessoas que tenham formalizado a intenção de doar após a morte, por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2024.
A comprovação da condição deverá ser feita por meio de documento emitido por órgão de saúde competente ou pelo comprovante de registro na plataforma da AEDO, seja impresso ou digital.
O benefício será válido para cinemas, teatros, espetáculos musicais, eventos esportivos, educativos e culturais, promovidos por entidades públicas ou privadas, desde que haja cobrança de ingresso.
Ficam excluídos do desconto os camarotes, áreas VIP e outros setores com serviços diferenciados. O valor com desconto será calculado com base no ingresso mais barato disponível ao público geral e não poderá ser cumulativo com outras promoções.
“Queremos que mais pessoas se sintam encorajadas a se tornarem doadoras. Com esse projeto, damos mais um passo ao reconhecer socialmente quem faz essa escolha pela vida. Quanto mais doadores tivermos, mais famílias serão salvas da dor de perder alguém por falta de um órgão”, concluiu o deputado.


