Fechado há meses, Horto Florestal vira palco de protesto por reabertura e revitalização


Redação 19/07/2025

Na manhã deste sábado (19), mais de 50 pessoas se reuniram em frente ao portão fechado do Horto Florestal de Campo Grande para cobrar a reabertura do espaço, fechado desde março. O ato começou com uma atividade de observação de aves, promovida pelo Instituto Mamede, mas logo se transformou em um protesto marcado por memória, saudade e reivindicação.

O local foi interditado para a retirada de uma árvore e a realização de estudos sobre a saúde das demais espécies, com o objetivo de garantir segurança ao público. No entanto, quatro meses depois, o espaço continua inacessível e sem previsão de reabertura.

A mobilização foi articulada pela vereadora Luiza Ribeiro, que optou por realizar o encontro no próprio Horto, ao invés de promover uma audiência na Câmara. “Estar aqui é mais potente do que falar em uma sala fria. É preciso colocar energia nesse chão para que a prefeita veja, o governador veja, e que todos saibam que esse espaço importa”, afirmou.

O protesto reuniu moradores, ambientalistas, pesquisadores e artistas. Entre falas e cartazes, as lembranças tomaram conta da manhã: o Rock no Horto, os domingos de pagode, a antiga biblioteca que acolhia estudantes, as pontes que serviam de pista para skates e bicicletas.

“O Horto tem papel fundamental na construção das nossas memórias. Quando ele fecha, a cidade perde parte da sua identidade”, lamentou o arquiteto e pesquisador João Santos. Para ele, o espaço era um ponto de encontro simbólico: “Esse lugar criava vínculos. Era onde o interior vinha tirar foto, onde crianças vinham com a escola, onde a adolescência se encontrava. Quando perdemos isso, criamos lacunas – afetando a qualidade de vida, a ambiental e a emocional.”

Além da reabertura, os manifestantes pedem que a revitalização do Horto seja feita com transparência e participação popular, valorizando a história e o potencial do local como patrimônio verde e cultural de Campo Grande.

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