Laudo confirma abuso sexual e morte por asfixia de bebê em Camapuã


Redação 22/07/2025

Pai é indiciado por estupro com resultado morte; mãe responderá por maus-tratos.

Um laudo necroscópico confirmou que a bebê de 1 ano e 9 meses, morta no último dia 9 de julho, em Camapuã, a 141 km de Campo Grande, foi estuprada antes de morrer. A causa do óbito foi asfixia mecânica por sufocação direta. O pai da criança, que confessou o crime, foi indiciado por estupro com resultado morte, enquanto a mãe responderá por maus-tratos.

A menina havia recebido alta hospitalar no dia 8 de julho, após tratamento contra pneumonia e infecção na traqueostomia, em Campo Grande. Segundo a polícia, ela estava com larvas e piolhos no momento da internação. Na mesma noite, a mãe retornou com a criança para Camapuã e dormiu na casa do pai da bebê, que a estuprou.

No dia seguinte, a mãe relatou que a filha ainda brincou, mas depois passou mal. A criança foi levada à unidade de saúde do município, já sem vida. A equipe médica constatou ferimentos nas partes íntimas e acionou imediatamente a polícia.

O delegado Matheus Alves Vital, responsável pelo caso, confirmou que o laudo sexológico apontou sinais de abuso sexual. O exame do Instituto de Medicina Legal concluiu que a asfixia ocorreu por obstrução da traqueostomia, possivelmente durante o ato de violência sexual.

Justiça determina acolhimento de irmão

A tragédia também impactou o irmão da bebê, de 2 anos de idade, que foi retirado da família e colocado sob a guarda do Programa Família Acolhedora de Camapuã, por determinação da Justiça. O menino está recebendo acompanhamento psicológico por meio da rede pública de saúde.

A família já era monitorada pela Assistência Social desde janeiro deste ano, porém, o primeiro alerta formal de negligência só chegou ao Conselho Tutelar dois dias antes da morte da bebê, sem tempo hábil para intervenção.

Indiciamentos e repercussão

O pai segue preso e, em depoimento, afirmou que “não conseguiu controlar os impulsos sexuais”. A mãe foi retirada de casa pela Polícia Militar devido à comoção popular e permanece em liberdade, mas agora é formalmente indiciada por maus-tratos.

O caso gerou revolta em Camapuã e em todo o Estado, reacendendo discussões sobre violência infantil, negligência familiar e a necessidade de maior agilidade na atuação dos órgãos de proteção à infância.

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