Família em Campo Grande enfrenta descaso após bebê nascer sem ânus


Redação 29/07/2025

A professora Amanda Waismann, de 34 anos, vive um drama com o filho recém-nascido, que nasceu com uma condição rara: a ausência do ânus. Para sobreviver, o bebê precisa usar bolsa de colostomia, trocada diariamente.

A única marca que o bebê tolera, sem causar alergias graves, não é fornecida pelo SUS. No primeiro mês, a família gastou cerca de R$ 1.300 com o material. O pai, encanador, está em período de experiência no trabalho, e o casal ainda tem outra filha pequena.

Diante da situação, a Defensoria Pública conseguiu na Justiça que o Estado de MS e o Município de Campo Grande fornecessem o material até a cirurgia corretiva marcada para setembro — e por três meses após. Mas a decisão, emitida em 9 de junho, segue descumprida há mais de 30 dias.

“A médica mandou parar de usar a bolsa do SUS porque deu alergia. Estamos aflitos, porque até a cirurgia, meu filho precisa estar 100% saudável”, conta Amanda.

Mesmo com determinação judicial, a mãe tem ido ao CEM em busca do material, sem sucesso. A última previsão dada foi de entrega em 90 dias — o que será tarde demais.

A reportagem aguarda resposta das secretarias de saúde municipal (Sesau) e estadual (SES) sobre o motivo do descumprimento.

Uma situação que exige mais do que promessas — exige urgência, empatia e ação concreta.

Siga no Instagram @portaldenotíciasms

Compartilhe