Com queda nas exportações aos EUA, México desponta como novo destino da carne bovina brasileira

Redação 03/08/2025
A carne bovina brasileira tem ganhado um novo mercado de destaque em 2025: o México. Entre janeiro e junho, as exportações para o país latino-americano cresceram 420%, saltando de 3 mil para mais de 16 mil toneladas vendidas no período. O avanço ocorre em meio à redução das compras pelos Estados Unidos, que passaram a impor tarifas extras de importação ao produto brasileiro.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o México comprou o equivalente a US$ 90 milhões em carne bovina brasileira em junho, frente aos US$ 15 milhões registrados em janeiro. A tendência reforça a diversificação de mercados do setor, especialmente após o impacto da taxação imposta pelo governo dos EUA.
Mesmo com a imposição de tarifas de 50% sobre vários produtos brasileiros, a exportação total da carne bovina do Brasil cresceu. Somente em junho, o país embarcou cerca de 240 mil toneladas, um aumento de 56,5% em comparação com o mesmo mês de 2024. O bom desempenho ajudou a impulsionar em 3% o volume total das exportações nacionais no mês.
EUA reduzem compras; China mantém protagonismo
Entre os produtos brasileiros exportados aos EUA, a carne bovina foi um dos poucos que não entrou na lista de isenções da tarifa extra. Desde o anúncio do chamado “tarifaço” em abril, cerca de 30 mil toneladas de carne com destino ao mercado norte-americano ficaram retidas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Em abril, os EUA haviam sido o principal comprador do produto no ano, com 44,1 mil toneladas exportadas, o equivalente a US$ 230 milhões. Em junho, no entanto, esse volume caiu drasticamente para 13,4 mil toneladas (US$ 75 milhões), uma redução de 67%.
Por outro lado, a China segue como o maior destino da carne bovina brasileira, respondendo por quase 50% das exportações. Em junho, os chineses compraram 134 mil toneladas, movimentando cerca de US$ 740 milhões — um crescimento de 64% em relação ao volume adquirido em janeiro.


