TCE-MS apresenta diretrizes para uso de Inteligência Artificial no controle externo

Redação 14/08/2025

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) deu mais um passo em direção à modernização dos processos de fiscalização. O conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira, coordenador do Comitê para Implementação de Inteligência Artificial (CIA), apresentou nesta terça-feira (12) ao presidente da Corte, conselheiro Flávio Kayatt, e aos demais conselheiros, o projeto que define as diretrizes para regulamentar e aplicar a tecnologia no âmbito do Tribunal.

O procurador substituto do Ministério Público de Contas, Joder Bessa, vice-coordenador do comitê, também participou da apresentação, assim como o corregedor-geral do TCE-MS, conselheiro Marcio Monteiro, o conselheiro Waldir Neves, os conselheiros substitutos Patrícia Sarmento e Leandro Lobo, além de chefes de gabinete, procuradores, diretores e servidores.

Projeto estruturado e etapas de implementação

Segundo Célio Lima, a inteligência artificial já é realidade em diversos tribunais e órgãos de controle do país. O objetivo do TCE-MS é ampliar a capacidade de análise, especialmente no controle prévio de editais, permitindo identificar inconsistências de maneira mais ágil.

Ele destacou que a tecnologia não substitui o servidor, mas atua como ferramenta de apoio, reforçando a necessidade de regulamentação e proteção dos dados sensíveis tratados pela Corte.

O diretor de Tecnologia da Informação do Tribunal, José Augusto Alves Ferreira, explicou que o projeto foi construído com mapeamento, planejamento e definição de ações. A primeira fase envolveu o diagnóstico das necessidades e a definição do caminho estratégico. A etapa atual inclui orçamento, construção de soluções, testes e treinamento.

Compromisso com inovação e segurança

Para o presidente do TCE-MS, Flávio Kayatt, a iniciativa está alinhada à visão estratégica do Tribunal.

“A adoção da inteligência artificial é um investimento no futuro do controle externo. Nosso compromisso é garantir que essa tecnologia seja aplicada com responsabilidade, segurança e foco no aprimoramento do serviço prestado à sociedade”, afirmou.

A implementação seguirá etapas cuidadosas, garantindo alinhamento com as normas de segurança da informação, a transparência e a missão institucional do Tribunal de promover a boa gestão dos recursos públicos.

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