Campo Grande tem queda no preço da cesta básica, mas segue entre as mais caras do país


Redação 20/08/2025

Redução foi de 2,18% em julho; custo médio de R$ 775,76 ainda coloca a capital na 6ª posição entre as capitais brasileiras

Nove dos 13 itens da cesta básica apresentaram redução de preços entre junho e julho de 2025 em Campo Grande, segundo levantamento do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O preço do conjunto de alimentos caiu 2,18% no período, para R$ 775,76, mas a capital sul-mato-grossense continua com a 6ª cesta mais cara do país.

Em julho de 2024, a cesta básica custava 5,26% menos. No acumulado do ano (de dezembro de 2024 a julho de 2025), a alta é mais moderada, de 0,70%.

Principais variações

Itens em queda:

  • batata (-28,52%),
  • banana (-4,10%),
  • arroz agulhinha (-4,09%),
  • açúcar cristal (-3,69%),
  • café em pó (-2,95%),
  • leite integral (-1,52%),
  • feijão carioca (-1,16%),
  • manteiga (-0,73%)
  • carne bovina de primeira (-0,73%).

Itens em alta:

  • óleo de soja (2,96%),
  • pão francês (0,97%),
  • tomate (0,37%),
  • farinha de trigo (0,15%).

No acumulado de 12 meses, o café em pó (90,06%), o tomate (62,62%) e a carne bovina (20,49%) tiveram as maiores altas. Já a batata (-60,53%) e o arroz (-24,48%) puxaram o custo da cesta para baixo.

Peso no bolso do trabalhador

Um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou cumprir 112 horas e 26 minutos de jornada para comprar a cesta básica em julho. Esse tempo é menor do que o registrado em junho (114h56min) e também inferior ao de julho de 2024 (114h50min).

Considerando o valor líquido do salário mínimo (após o desconto da Previdência), o gasto com a cesta representou 55,25% da renda em julho — contra 56,48% no mês anterior e 56,43% no mesmo período do ano passado.

Comparação com outras capitais

São Paulo tem a cesta mais cara (R$ 865,90), seguida por Florianópolis (R$ 844,89), Porto Alegre (R$ 830,41), Rio de Janeiro (R$ 823,59) e Cuiabá (R$ 813,48). Campo Grande ocupa a 6ª posição.

As menores cestas foram registradas no Nordeste e Norte: Aracaju (R$ 568,52), Maceió (R$ 621,74), Salvador (R$ 635,08) e Porto Velho (R$ 636,69).

Entre junho e julho, o preço da cesta caiu em 15 capitais, com destaque para Florianópolis (-2,64%), Curitiba (-2,40%), Rio de Janeiro (-2,33%) e Campo Grande (-2,18%). Já as maiores altas ocorreram em Recife (2,80%), Maceió (2,09%), Aracaju (2,02%), João Pessoa (1,86%), Salvador (1,80%), Natal (1,44%) e São Luís (1,40%).

Salário mínimo necessário

Segundo o DIEESE, para manter uma família de quatro pessoas em julho de 2025, o salário mínimo deveria ser de R$ 7.274,43 — o equivalente a 4,79 vezes o piso atual. Em junho, o valor calculado era de R$ 7.416,07 (4,89 vezes o mínimo). Em julho de 2024, o mínimo necessário era R$ 6.802,88 (4,82 vezes o valor vigente à época, de R$ 1.412,00).

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