Eduardo Bolsonaro pede para exercer mandato à distância nos EUA após fim de licença

Redação 28/08/2025

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) solicitou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer o mandato de forma remota, a partir dos Estados Unidos, onde está desde março deste ano. O pedido foi formalizado nesta quinta-feira (28), após o fim de sua licença parlamentar de 120 dias, vencida em 20 de julho.

Sem retornar ao Brasil para reassumir as atividades presenciais, Eduardo passou a acumular faltas não justificadas. No ofício, divulgado em suas redes sociais, ele alega sofrer “perseguição política” e afirma que atua no campo da diplomacia parlamentar.

“Durante o período de Carnaval, viajei aos EUA levando apenas uma pequena mala, em caráter predominantemente privado. Ainda no curso dessa viagem, surgiram notícias de que minha atuação internacional estava incomodando a ponto de se cogitar a cassação de meu passaporte e a imposição de outras medidas restritivas. Certo de que não poderia correr o risco de interromper esforços diplomáticos tão relevantes, decidi permanecer em território norte-americano em licença não remunerada, direito assegurado a qualquer parlamentar”, escreveu.

Eduardo Bolsonaro cita precedentes durante a pandemia de Covid-19, quando parlamentares puderam participar de sessões de forma virtual, e pede que sejam criados mecanismos semelhantes. Para ele, o contexto atual é uma “crise institucional”, que justificaria a medida.

“Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular”, afirmou.

Desde que deixou o Brasil, o deputado declara que atua para buscar apoio do ex-presidente Donald Trump a uma eventual anistia de investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pressionar por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

Agora, a decisão sobre a possibilidade de participação remota de Eduardo Bolsonaro cabe à presidência da Câmara.

Siga no Instagram @portaldenotíciasms

Compartilhe