Campo Grande registra deflação em agosto e tem quarta menor variação do IPCA entre as capitais


Redação 10/09/2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto confirmou a tendência de desaceleração da inflação em Campo Grande. Divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento mostrou que a capital sul-mato-grossense registrou queda de -0,28%, a quarta menor variação entre as capitais do país.

No cenário nacional, o IPCA do mês foi de -0,11%, 0,37 ponto percentual abaixo da taxa de julho (0,26%). Com isso, a inflação acumulada em 2025 chegou a 3,15%, enquanto no acumulado de 12 meses o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% anteriores.

Destaques em Campo Grande

Segundo a Seção de Disseminação de Informações do IBGE em MS, três grupos puxaram o índice para baixo na capital:

  • Habitação: -1,87%
  • Alimentação e bebidas: -0,17%
  • Transportes: -0,12%

Juntos, esses setores representaram -0,35 p.p. de impacto, tornando o índice geral negativo.

O grupo alimentação e bebidas registrou o quarto mês seguido de deflação, com destaque para a alimentação no domicílio (-0,32%), influenciada pela queda em produtos básicos:

  • tomate (-9,62%),
  • batata-inglesa (-6,51%),
  • frango inteiro (-3,21%),
  • ovo de galinha (-2,80%) e
  • arroz (-2,38%).

Já em habitação, a queda foi puxada principalmente pela energia elétrica residencial (-4,98%), impactada pelo desconto do Bônus de Itaipu, o que representou redução de 0,26 p.p. no índice.

Itens em alta

Apesar da deflação, alguns produtos e serviços registraram aumento em Campo Grande, como:

  • Artigos de residência: +0,41%, com destaque para fogão (3,05%) e tapete (2,91%);
  • Despesas pessoais: +0,13%, impulsionadas por jogos de azar (3,60%), brinquedos (3,00%) e bicicletas (2,91%).

Comparativo nacional

Entre as capitais, Campo Grande só ficou acima do Rio de Janeiro (-0,34%), Porto Alegre (-0,40%) e Goiânia (-0,40%).

No país, a deflação foi fortemente influenciada pela queda de habitação (-0,90%), alimentação e bebidas (-0,46%) e transportes (-0,27%). Na outra ponta, as altas foram registradas em educação (+0,75%) e despesas pessoais (+0,40%).

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