Dólar fecha em alta moderada, mas real resiste melhor que outras moedas emergentes

Redação 18/09/2025
Após oscilar próximo da estabilidade durante boa parte do dia, o dólar à vista ganhou força no fim dos negócios e fechou esta quinta-feira (18) em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,3191. A moeda registrou mínima de R$ 5,2702 e máxima de R$ 5,3201. Apesar da valorização diária, acumula queda de 0,65% na semana, 1,90% em setembro e 13,93% no ano.
Segundo operadores, o movimento foi influenciado por ajustes no mercado futuro, fluxos pontuais e pela valorização global da moeda americana frente a divisas emergentes. Ainda assim, o real teve desempenho relativamente melhor do que outras moedas da região.
O cenário é explicado, em parte, pelo tom mais duro do Copom, que manteve a Selic em 15% e sinalizou estabilidade até o fim do ano, ao contrário do Federal Reserve, que deixou aberta a possibilidade de novos cortes de juros em 2025 após reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual nesta semana.
Para a economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico, a firmeza do Banco Central ajudou a conter a pressão sobre o real. “Era para o dólar estar subindo hoje cerca de 0,50% a 0,60% contra o real, acompanhando o avanço global da moeda americana. Mas aqui passou o dia praticamente no zero a zero”, destacou.
O Dollar Index (DXY), que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar os 97 mil pontos, em alta de 0,55% no dia. Já os rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos subiram após queda maior que a esperada nos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, o que pressionou as divisas emergentes.
Para o economista André Perfeito, o patamar de R$ 5,30 deve continuar sendo referência no curto prazo. “O tom do Copom tende a melhorar o carry para o Brasil, apreciando o real. Acredito que o dólar ficará abaixo desse nível, mas o movimento pode se inverter quando o BC sinalizar cortes na Selic”, avaliou.


