MS encerra colheita da 2ª safra de milho com recorde de 14,2 milhões de toneladas


Redação 01/09/2025

Mato Grosso do Sul finalizou em 26 de setembro a colheita da segunda safra de milho 2024/2025, com 100% da área cultivada colhida, segundo boletim da Aprosoja/MS divulgado nesta terça-feira (30). O Estado alcançou produção recorde de 14,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 112,7 sacas por hectare, resultado 68,2% superior à safra passada.

O desempenho foi sustentado pelo regime de chuvas em abril, que favoreceu o desenvolvimento das lavouras. Ainda assim, houve perdas localizadas em 49 mil hectares, causadas por geadas (35 mil hectares) e ventos fortes (14 mil hectares), com redução entre 10% e 40% da produção.

Desempenho por município

A produtividade variou bastante entre as regiões:

  • Chapadão do Sul liderou com média de 173,34 sacas/ha.
  • Sonora (152,54 sacas/ha) e São Gabriel do Oeste (147,10 sacas/ha) também ficaram acima da média estadual.
  • Já Aquidauana (19,17 sacas/ha) e Nova Andradina (31,0 sacas/ha) registraram os piores resultados.

No geral, 78,1% das lavouras foram classificadas em boas condições, 15,3% regulares e 6,6% ruins.

Espaço do milho e avanço da soja

A área de milho correspondeu a 46% da extensão destinada à soja, bem abaixo dos 75% registrados em anos anteriores, reflexo do aumento nos custos de produção e riscos climáticos, que levaram produtores a diversificar a segunda safra com sorgo e milheto.

Enquanto o milho sai do campo, a safra de soja 2025/2026 começou com atraso: até 26 de setembro, apenas 0,8% da área prevista (38,4 mil ha) foi semeada, contra 2,3% no mesmo período de 2024. A expectativa é de 4,8 milhões de hectares plantados, com projeção de 15,2 milhões de toneladas e produtividade média de 52,8 sacas/ha.

No mercado, a soja 2024/2025 alcançou 86% de comercialização, mantendo Mato Grosso do Sul à frente da média nacional. Em setembro, a saca foi cotada a R$ 126,00, queda de 5,2% frente ao ano passado.

Clima em alerta

Para os próximos meses, a previsão aponta chuvas irregulares e temperaturas acima da média, com máximas de até 38 °C no Pantanal e no Bolsão. Dados do Inmet e do Copernicus indicam 71% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña em intensidade fraca a moderada, cenário que pode impactar tanto o fechamento da safrinha quanto o início do ciclo da soja.

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