Campo-grandenses veem vendedores ambulantes como trabalhadores que “batalham para sobreviver” E você o que acha?

Redação 21/10/2025
Enquete mostra apoio majoritário à presença dos ambulantes nas ruas; projeto de regulamentação da atividade segue em discussão na Câmara.
Nas calçadas e canteiros de Campo Grande, os vendedores ambulantes fazem parte do cenário urbano e do cotidiano da população. Uma enquete divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Campo Grande News revelou o que os campo-grandenses pensam sobre esses trabalhadores.
Segundo o levantamento, 79% dos participantes afirmaram que os ambulantes “estão batalhando para sobreviver”, enquanto 11% os veem como pessoas que “ocupam espaço público indevido”. Já 10% consideram que “já são parte da vida urbana” da Capital.
Nas redes sociais, a maioria dos comentários expressou apoio e empatia pelos trabalhadores informais.
A leitora Karla Alessandra Martins afirmou que “é melhor trabalhar do que roubar” e que apoia quem tenta ganhar a vida de forma honesta.
Já Tereza Yohana Gimenez destacou que prefere ver ambulantes nas ruas a pessoas pedindo esmola:
“Ele está trabalhando para sustentar a família e não está em cada esquina pedindo esmola, porque a nossa cidade está cheia de pedintes que não têm oportunidade ou não querem trabalhar.”
Outro leitor, Sander Sanabria, reforçou o respeito por quem vive do trabalho informal:
“Admiro, pois dali vem o sustento dele e da família, e, se posso colaborar, sempre o faço. O trabalho formal exige muito e paga pouco, por isso temos tantos ambulantes. Eles não atrapalham ninguém e são, em sua maioria, sonhadores que só querem uma vida melhor.”
A discussão sobre o comércio ambulante voltou ao centro do debate público por causa de um projeto de lei que busca regulamentar a atividade em Campo Grande. A proposta, no entanto, foi retirada de votação para ajustes, após divergências sobre as regras de ocupação dos espaços públicos.
Enquanto isso, os próprios ambulantes defendem o que consideram essencial: normas claras e estáveis que lhes permitam trabalhar sem medo de remoções. Muitos dizem que querem se regularizar, mas não sabem como fazer isso.
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