Médicos e funcionários da Santa Casa protestam contra 5 meses de atraso nos salários em Campo Grande

Redação 27/10/2025
Médicos da Santa Casa de Campo Grande realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (27) em frente ao hospital, em protesto contra o atraso no pagamento dos salários. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), os profissionais estão há cinco meses sem receber.
Segundo o presidente do sindicato, Marcelo Silveira, o atraso afeta médicos contratados sob regime de pessoa jurídica (PJ), que não recebem desde maio deste ano.
“O protesto resulta do atraso salarial dos médicos que trabalham como pessoa jurídica. Esses profissionais estão há meses sem pagamento, o que é inadmissível. Por isso, o sindicato ingressou com uma ação judicial de obrigação de pagar, para garantir que recebam o que é devido por lei”, afirmou o presidente.
Santa Casa alega atraso de repasses
De acordo com Marcelo Silveira, a Santa Casa justificou a falta de pagamento citando atrasos nas transferências de verbas do Governo do Estado e da Prefeitura de Campo Grande. O sindicato, no entanto, considera a explicação insuficiente.
“O contratante dos serviços desses médicos é a própria Santa Casa, não o poder público. Entendemos que possa haver dificuldades, mas o empregador não pode terceirizar a culpa. Cabe à instituição garantir o pagamento e buscar soluções junto aos entes públicos”, completou Silveira.
✅ Siga no Instagram @portaldenotíciasms
O Sinmed-MS informou ainda que está aberto ao diálogo, mas reforçou que é “impossível que um profissional continue trabalhando sem receber pelo seu serviço”.
Cirurgias eletivas continuam suspensas
A manifestação ocorre em meio à crise nos atendimentos hospitalares. Desde o dia 17 de outubro, médicos anestesistas da Santa Casa estão em paralisação pelos mesmos motivos.
Por conta disso, o hospital cancelou todas as cirurgias eletivas, mantendo apenas os procedimentos de urgência e emergência. Segundo o sindicato, a Santa Casa tem mais de 100 anestesistas terceirizados.
Em nota, o hospital informou que a paralisação ocorre “por questões administrativas e financeiras” e que as cirurgias oncológicas e de urgência continuam sendo realizadas conforme os critérios de prioridade do SUS e convênios.


