O dólar iniciou a semana em queda


Redação 27/10/2025

O dólar iniciou a semana em queda, acompanhando o movimento internacional de desvalorização da moeda norte-americana. A trégua nas tensões comerciais e o clima mais positivo após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, no domingo (26), na Malásia, impulsionaram o apetite por risco e favoreceram moedas de países emergentes, como o real.

Na sessão desta segunda-feira (27), o dólar à vista recuou 0,41%, encerrando o dia cotado a R$ 5,3703, após oscilar entre R$ 5,3613 e R$ 5,3859. Apesar da baixa, a moeda ainda acumula alta de 0,89% em outubro, mas cai 13,10% no ano, refletindo o bom desempenho do real — o melhor entre as divisas latino-americanas em 2025.

Segundo Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, as expectativas em torno de um possível acordo entre Estados Unidos e China influenciaram diretamente o câmbio.

“O mercado voltou a apostar em um entendimento entre as duas potências, o que impulsionou as commodities e fortaleceu moedas emergentes como o real”, explicou.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) deve anunciar na quarta-feira (29) um novo corte de juros, o que tende a reduzir a atratividade do dólar globalmente. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a outras seis divisas fortes, também registrou leve queda, em torno de 0,10%.

Durante o dia, o presidente Trump afirmou ver “boa chance” de fechar um acordo com o líder chinês Xi Jinping ainda nesta semana. A notícia reforçou o otimismo nas bolsas internacionais e sustentou a valorização de moedas emergentes.

No Brasil, o Banco Central realizou uma operação de US$ 2 bilhões no mercado de câmbio, combinando swap reverso e venda de moeda à vista, o que contribuiu para aliviar a pressão de curto prazo no mercado cambial.

Para o economista Fabrizio Velloni, da Frente Corretora, o encontro entre Lula e Trump também teve reflexos positivos.

“O diálogo entre Brasil e EUA melhora o sentimento dos investidores e dá espaço para o real ganhar terreno. A perspectiva de revisão tarifária e de aproximação política ajuda a atrair capital”, avaliou.

Siga no Instagram @portaldenotíciasms

Compartilhe