Mesmo com recuo parcial de Trump, 73,8% das exportações brasileiras seguem sob sobretaxas dos EUA


Redação 15/11/2025

Apesar da retirada de parte dos produtos agrícolas da lista de tarifas impostas pelos Estados Unidos — medida anunciada nesta sexta-feira (14/11) e que beneficia itens como café, carne bovina e frutas — o Brasil continua entre os países mais afetados pela guerra tarifária do governo Donald Trump.

A ordem executiva assinada pelo republicano reduz apenas a tarifa recíproca de 10%, imposta em 2 de abril deste ano. Já a sobretaxa de 40%, oficializada no fim de julho, permanece em vigor.

Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mesmo após a revisão, 73,8% das exportações brasileiras para os EUA seguem sujeitas à tarifa adicional. Antes da mudança, o índice chegava a 77,8%, impactando mais de 6 mil produtos.

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Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que setores como químicos, plásticos, maquinário industrial e autopeças estão entre os mais prejudicados, com alíquotas finais que permanecem próximas — ou iguais — a 40%.

A Casa Branca informou que o corte de 10% tem efeito retroativo, válido desde 00h01 da última quinta-feira (13/11).

Justificativa de Trump

No documento, Trump afirma que decidiu reduzir parte das tarifas após receber “recomendações adicionais de diversas autoridades” e avaliar fatores como negociações em andamento, demanda interna e capacidade produtiva dos EUA.

A medida ocorre um dia após o encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, em Washington, onde os diplomatas discutiram alternativas para reduzir o impacto das sobretaxas.

Após a reunião, Vieira afirmou que uma “proposta geral” foi entregue aos EUA e que a expectativa é fechar um acordo inicial até o início de dezembro.

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