MS cresce com responsabilidade fiscal e sem subir impostos, afirma Gerson Claro

Redação 15/11/2025
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado Gerson Claro (PP), reafirmou nesta semana ser contrário ao aumento de impostos como solução para ampliar a arrecadação estadual. Em meio ao debate nacional sobre o índice da alíquota modal do ICMS, o parlamentar destacou que Mato Grosso do Sul mantém a menor taxa do país, de 17%, contrariando o movimento de outros estados que elevaram seus percentuais para mais de 20% em 2025.
Segundo Gerson, a decisão do Governo do Estado de não repassar ajustes fiscais ao contribuinte significa abrir mão de um incremento estimado entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano. Ainda assim, afirma, MS optou por preservar sua competitividade tributária, sem pressionar empresas e famílias.
“O Mato Grosso do Sul mantém 17% e isso tirou dos cofres a possibilidade de ampliar em 800 milhões a 1 bilhão a sua receita anual”, disse o deputado. Ele reforçou que o governador Eduardo Riedel tem feito uma escolha técnica ao recusar aumentos de impostos. “É fácil aumentar tributo. Não é a opção do governador. A opção dele é não aumentar imposto para o cidadão sul-mato-grossense”, pontuou.
Para equilibrar as contas, a gestão estadual adotou medidas de contenção, como o decreto de contingenciamento e cortes de custeio, sem prejuízo aos serviços essenciais.
✅ Siga no Instagram @portaldenotíciasms
Gerson também ressaltou que o equilíbrio fiscal do Estado permite manter capacidade de investimento e contratar financiamentos de grande porte. Na terça-feira (11), a ALEMS aprovou autorização para que o governo obtenha R$ 950 milhões em crédito junto ao Banco do Brasil, destinados a obras de infraestrutura, sem aumento da carga tributária.
PIB forte reforça estratégia
Dados do IBGE mostram que, em 2023, Mato Grosso do Sul teve alta de 13,4% no PIB, o segundo maior crescimento do país e 4,1 vezes acima da média nacional. O Estado somou R$ 184,4 bilhões em riqueza produzida e atingiu PIB per capita de R$ 66.884,75, o 6º maior do Brasil.
O desempenho é impulsionado por avanços de mais de 25% na agropecuária, expansão da indústria e crescimento do setor de serviços. Para o deputado, esses resultados reforçam que uma política tributária moderada, combinada com controle de gastos, pode sustentar um modelo de desenvolvimento acelerado e consistente.


