Dólar recua com sinais de corte de juros nos EUA e atenções voltadas ao risco fiscal no Brasil


Redação 25/11/2025

O dólar opera em queda no mercado à vista nesta terça-feira, acompanhando o movimento global de desvalorização da moeda americana frente a divisas emergentes. O cenário é influenciado pela continuidade da alta do minério de ferro na China e por novos sinais de que o Federal Reserve pode reduzir os juros em dezembro. A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, declarou apoiar abertamente um corte na taxa no mês que vem.

No Brasil, investidores acompanham a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O risco fiscal também volta ao centro das atenções, já que os senadores devem votar hoje o projeto que regulamenta a aposentadoria especial de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias — proposta considerada “bomba fiscal” pela equipe econômica.

As estimativas de impacto variam de forma expressiva. O relator, deputado Antonio Brito (PSD-BA), prevê custo de R$ 5,5 bilhões até 2030. O Ministério da Previdência calcula gasto de R$ 24,72 bilhões, enquanto técnicos apontam que o impacto pode chegar a R$ 200 bilhões.

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o projeto representa um impacto “muito grande” nas contas públicas e é prejudicial para a economia. Apesar disso, a equipe econômica vê como provável a aprovação do texto no Senado. A inclusão da proposta na pauta ocorre após a indicação de Jorge Messias para o STF pelo presidente Lula, contrariando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco.

Na agenda econômica, o Banco Central informou que o déficit em conta corrente atingiu US$ 5,121 bilhões em outubro. O investimento direto no País, porém, somou US$ 10,937 bilhões, compensando o rombo e garantindo folga no financiamento externo.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, vetou parcialmente o Projeto de Lei de Conversão nº 10/2025, originado da MP 1.304, que atualiza o marco regulatório do setor elétrico. Entre os mais de dez vetos está o trecho que alterava a Lei de Improbidade Administrativa.

No setor de construção, o ICST avançou 1,0 ponto em novembro, alcançando 92,6 pontos — o maior nível desde julho — após queda em outubro. Já o INCC-M registrou alta de 0,28% em novembro, acima dos 0,21% de outubro, acumulando 5,88% em 2025 e 6,41% em 12 meses.

O IPC-S desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de novembro, passando de 0,24% para 0,23%, segundo a FGV.

No setor de energia, o diretor do Lide Energia e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que o Brasil deve alcançar o pico de produção de petróleo em 2032, impulsionado inclusive pela exploração na Margem Equatorial, antes de iniciar um período de queda.

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