Centro de Campo Grande amanhece vazio no primeiro dia de Black Friday


Redação 28/11/2025

Mesmo sendo uma das datas mais aguardadas do varejo, a Black Friday começou com movimento fraco no Centro de Campo Grande nesta sexta-feira (28). Logo cedo, antes das 7h, grandes lojas levantaram as portas esperando atrair consumidores com descontos agressivos — mas o público não apareceu como o esperado.

Nas principais vias do comércio, como as ruas 14 de Julho e 13 de Maio, faixas e placas destacavam promoções chamativas. Nas Casas Bahia, a vitrine anunciava uma Smart TV de 70 polegadas em 4K com abatimento de R$ 800, de R$ 4.700 por R$ 3.999. Funcionárias recepcionavam os poucos transeuntes à entrada da loja.

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Já na Magazine Luiza, na 13 de Maio, a decoração especial da campanha e os saldões de até 80% de desconto não foram suficientes para atrair o fluxo esperado. Entre as ofertas, uma geladeira com redução de R$ 400 e facilidades no parcelamento era um dos destaques.

Apesar do esforço das redes — que abriram as portas mais de duas horas antes do horário habitual — o movimento permaneceu baixo durante toda a manhã. Com a possibilidade de encontrar ofertas mais atrativas on-line, muitos consumidores parecem ter optado pelas compras digitais.

Comércio cauteloso e expectativa mais baixa

Neste ano, empresários do setor adotaram uma postura mais prudente em relação às vendas da Black Friday. Alguns lojistas apostam que o pagamento do décimo terceiro salário possa mudar o cenário ao longo das próximas semanas.

O clima de incerteza também aparece nos dados do IPF (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS) e do Sebrae MS. A previsão é que a data movimente cerca de R$ 354 milhões no Estado — uma queda de 18% em comparação ao ano passado.

A reportagem percorreu o Centro de Campo Grande para entender o comportamento dos comerciantes. Roseli Zaninello, 68 anos, dona de uma loja de acessórios na Avenida Afonso Pena, conta que não investiu em ações específicas para a Black Friday.

“Eu não ponho anúncio, não. Vou baixando os preços e informando quanto era e quanto está agora. Tem bastante coisa que ainda vou baixar. A gente pega os produtos que estão aqui há mais tempo e tenta queimar o estoque no fim do ano”, explicou.

 

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