Feirante ameaça matar esposa, fere vizinha com faca e é preso no Jardim Centro Oeste; quatro crianças presenciaram agressões

Redação 07/12/2025
agressões
Um feirante de 50 anos foi preso na manhã deste domingo (7) após agredir a esposa e esfaquear a vizinha de 59 anos, que tentou impedir um feminicídio no bairro Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. O crime ocorreu por volta das 11h, diante dos quatro filhos do casal, de dez meses, dois, três e seis anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a discussão começou quando o homem insistiu para que a esposa fosse com ele até a casa da sogra. Diante do comportamento agressivo do marido, ela recusou o pedido, momento em que ele puxou seus cabelos e ameaçou matá-la. Armado com uma faca na cintura, o feirante elevou o nível da violência.
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A vizinha, percebendo o risco iminente, interveio para proteger a mulher. O agressor então sacou a faca e tentou golpeá-la na cabeça. Para se defender, ela colocou o braço à frente do rosto, sofrendo cortes no braço, ombro e boca. Ela também perdeu dois dentes devido aos golpes na região dos lábios.
Fuga e prisão
Após ferir as vítimas, o feirante fugiu para a casa da mãe, levando consigo a esposa e os filhos. Quando a Polícia Militar chegou ao endereço, a mulher não abriu a porta, temendo novas agressões. Os policiais pediram reforço e localizaram o suspeito trancado em um quarto, aparentemente tentando se esconder.
Conforme o registro policial, o homem estava alterado e com sinais de possível uso de drogas. Já na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), continuou agressivo, nervoso e inquieto, chegando a bater em si mesmo e forçar as algemas.
O caso foi registrado como homicídio simples na forma tentada, ameaça e vias de fato. As vítimas representaram criminalmente contra o suspeito e solicitaram medida protetiva de urgência.
Em paralelo, ato no Centro cobra fim da violência contra mulheres
Enquanto a tentativa de feminicídio era registrada no Jardim Centro Oeste, mulheres, homens e jovens protestavam contra a violência de gênero na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande. A mobilização faz parte de um movimento nacional e ganha força em Mato Grosso do Sul, estado que já registra 38 feminicídios em 2025, número superior ao de todo o ano passado.
Antes do início do ato, às 9h, manifestantes produziram cartazes denunciando o aumento da violência. Entre as frases expostas estavam:
- “Proteja nossas vidas daqueles que nasceram de uma mulher e nos desejam mortas.”
- “Do Pantanal à Capital, parem de nos matar. Isso não é normal.”
- “MS sangra, MS grita, chega de mulher ter a vida interrompida.”
- “Enquanto uma mulher for silenciada, nenhuma de nós estará livre.”
Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas na Rua Brasília, s/n, Jardim Imá.
O espaço reúne:
- Deam;
- Defensoria Pública;
- Ministério Público;
- Vara de Medidas Protetivas;
- Atendimento social e psicológico;
- Alojamento;
- Brinquedoteca;
- Patrulha Maria da Penha;
- Guarda Municipal.
📞 Telefone para contato: 153


