Servidores da Assistência Social cobram devolução de auxílio pago pela metade e temem retaliação

Redação 18/12/2025
O pagamento incompleto do Auxílio Alimentação aos servidores efetivos da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) gerou revolta e insegurança entre os trabalhadores. Neste mês, sem qualquer aviso prévio, o valor depositado foi de R$ 350, quando o benefício previsto é de R$ 750, deixando um déficit de R$ 400 para cada servidor.
Após ser questionada, a administração municipal, por meio da Semadi (Secretaria Municipal de Administração), reconheceu falha no pagamento e informou que pretende realizar uma folha suplementar para corrigir o erro. No entanto, não houve definição de prazo para o ressarcimento, o que intensificou a desconfiança da categoria.
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Servidores relatam que situações semelhantes já ocorreram anteriormente. Em setembro, após uma paralisação legal, houve desconto de um dia de salário com promessa de devolução posterior, o que, segundo eles, ainda não foi cumprido. Esse histórico contribui para o receio de que o novo desconto também fique sem solução.
Para os trabalhadores, o Auxílio Alimentação deixou de ser um benefício acessório e passou a funcionar como compensação diante da ausência de reajustes salariais e da não efetivação de direitos previstos no Estatuto do Servidor Municipal, como progressões, adicionais e quinquênios, que seguem pendentes de regulamentação ou decisões judiciais.
A insatisfação aumenta pelo fato de o problema ter atingido exclusivamente a Assistência Social. Outras categorias do funcionalismo municipal receberam o valor integral. Segundo os servidores, a SAS foi a única área vinculada ao sindicato majoritário (SISEM) que rejeitou a proposta do Executivo para incorporar o auxílio ao salário de forma escalonada ao longo de quatro anos — proposta considerada desfavorável por congelar futuros avanços.
Embora evitem acusações diretas, trabalhadores levantam a preocupação de que o desconto possa representar uma forma de pressão ou retaliação administrativa. Entre os episódios citados estão descontos durante paralisação legal e, agora, a redução inesperada do benefício.
Até o momento, a prefeitura não apresentou um cronograma oficial para a devolução dos valores nem esclareceu por que o erro ocorreu apenas em uma secretaria. A falta de informações tem provocado desmotivação e dificuldades financeiras entre os servidores, além de desgaste na relação com a gestão pública.
Em nota, a prefeitura informou apenas que a SAS adotou providências para solucionar o problema assim que tomou conhecimento da situação. A reportagem segue aguardando esclarecimentos sobre o prazo de ressarcimento e os critérios que levaram ao pagamento parcial do auxílio.


