Funcionários da Santa Casa entram em greve por atraso no 13º salário em Campo Grande


Redação 22/12/2025

Enfermeiros e funcionários do setor administrativo da Santa Casa de Campo Grande iniciaram uma greve na manhã desta segunda-feira (22) em protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário. Antes das 6h30, os trabalhadores já se concentravam no saguão do hospital.

Segundo relato de uma funcionária, que preferiu não se identificar, a categoria rejeita a proposta apresentada pela direção da instituição, que prevê o parcelamento do benefício em três vezes, com pagamentos programados para janeiro, fevereiro e março de 2026. “Isso é uma vergonha com o trabalhador”, afirmou.

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Com a paralisação, o número de profissionais em atividade será reduzido, o que deve impactar diretamente o atendimento aos pacientes a partir desta segunda-feira.

Ainda hoje, os médicos realizam uma assembleia na sede do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (SinMed-MS) para discutir providências diante do atraso nos pagamentos. O presidente da entidade, Marcelo Santana Silveira, informou que o sindicato já ingressou com ação judicial relacionada à falta de repasse. “A categoria está bastante chateada; é uma situação que se repete”, declarou.

Os funcionários foram comunicados na última sexta-feira (19) de que não receberiam o 13º salário neste mês. Conforme ata de reunião da Santa Casa, a decisão foi tomada em razão da “situação financeira crítica da instituição”, agravada, segundo a direção, por três anos de desequilíbrio econômico-financeiro no contrato com o poder público. Diante disso, foi apresentada a proposta de pagamento parcelado, com depósitos previstos para o dia 25 de cada mês, entre janeiro e março de 2026.

Superlotação

No início de dezembro, a Santa Casa já havia informado que opera no limite da capacidade, com alas superlotadas e paralisação de anestesiologistas. De acordo com nota divulgada pela instituição, o hospital encontra-se em estado de contingência, especialmente na área cirúrgica, adotando medidas emergenciais e priorizando apenas atendimentos de urgência e emergência.

A direção do hospital reiterou que a grave crise financeira enfrentada decorre do desequilíbrio no contrato de convênio com o município de Campo Grande e alertou que, enquanto não houver reequilíbrio, situações como atrasos em atendimentos, cirurgias, superlotação e desassistência podem continuar ocorrendo de forma recorrente.

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