Mato Grosso do Sul inicia 2026 com risco de epidemia de dengue, aponta Fiocruz


Redação 20/01/2026

Mato Grosso do Sul começa 2026 com alta probabilidade de enfrentar uma epidemia de dengue, segundo modelos matemáticos analisados pelo infectologista da Fiocruz, Júlio Croda. A projeção ocorre após dois anos de queda nos casos (2024 e 2025), o que favorece nova elevação da circulação do vírus. Até o momento, o Estado registra oficialmente apenas dois casos confirmados.

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Campo Grande e Dourados podem ser exceções nesse cenário. A Capital adotou o método Wolbachia, que utiliza uma bactéria para reduzir a capacidade de transmissão do mosquito Aedes aegypti, enquanto Dourados foi cidade-piloto na vacinação em massa contra a dengue.

Diante do risco, a Secretaria Estadual de Saúde intensificou ações de combate à dengue e à chikungunya em todos os 79 municípios. As medidas incluem visitas domiciliares para orientação da população, identificação de focos e encaminhamento de demandas aos órgãos competentes.

A estratégia também prevê mutirões de limpeza direcionados ao principal tipo de criadouro identificado em cada cidade, além do bloqueio químico com pulverização de inseticidas e uso da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), que tem efeito prolongado.

Outra ação é a ampliação do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), armadilhas que utilizam o próprio mosquito para espalhar o produto em locais de difícil acesso, como calhas e telhados, aumentando a eficiência do controle vetorial.

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