Dólar sobe levemente e fecha a R$ 5,25; bolsa avança com dados econômicos no radar

Redação 02/02/2026
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (2) em leve alta de 0,19%, cotado a R$ 5,2575, após uma queda expressiva registrada ao longo de janeiro. O movimento refletiu a combinação de indicadores econômicos, agenda política no Congresso Nacional e dados da atividade industrial no Brasil e nos Estados Unidos.
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No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da B3, operava em alta de 0,58%, alcançando 182.408 pontos. Na sexta-feira (31), o dólar havia avançado 1,03%, fechando a R$ 5,2476, enquanto a bolsa recuou 0,97%, aos 181.364 pontos.
Apesar da alta do dia, a moeda norte-americana acumula queda de 4,39% no mês e no ano. Já o Ibovespa registra valorização de 12,56% nos dois períodos.
No cenário doméstico, os investidores reagiram à divulgação do boletim Focus, do Banco Central. Economistas reduziram a projeção de inflação para 2026 de 4% para 3,99%, a primeira estimativa abaixo de 4% desde dezembro de 2024. As previsões para 2027, 2028 e 2029 foram mantidas em 3,8% e 3,5%.
Mesmo com a taxa básica de juros mantida em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos, o mercado segue projetando cortes à frente. A expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 12,25% e 2027 em 10,50%.
Na atividade econômica, foi mantida a previsão de crescimento do PIB de 2026 em 1,8%. O resultado oficial de 2025 ainda não foi divulgado pelo IBGE.
O mercado também acompanhou a reabertura dos trabalhos no Congresso Nacional, com destaque para duas medidas provisórias em pauta: a MP que cria o Programa Gás do Povo e a que autoriza crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o setor rural.
Outro fator de atenção foi a divulgação do PMI da indústria. No Brasil, o indicador caiu de 47,6 pontos em dezembro para 47,0 em janeiro, segundo a S&P Global, o menor nível em quatro meses e abaixo da linha de 50 pontos, que indica retração da atividade industrial.

