Baleado por PM durante abordagem morre em UPA de Campo Grande


Redação 16/02/2026

A usuária de drogas de 27 anos, identificada pelo nome social de Gabriela, morreu após ser baleada por um policial militar durante uma abordagem realizada na tarde desta segunda-feira (16), no cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua 15 de Novembro, região central de Campo Grande. O óbito foi confirmado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coronel Antonino.

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De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar havia sido acionada para averiguar a presença de pessoas em atitude suspeita nas proximidades da Praça Santo Antônio, área conhecida pela concentração de usuários de drogas. Durante a abordagem, houve tumulto após a prisão de um dos suspeitos.

Conforme o registro, Gabriela entrou em luta corporal com os policiais, momento em que a arma de um dos militares caiu no chão e foi apanhada pela vítima, que teria apontado o revólver na direção da equipe. Diante da situação, outro policial efetuou três disparos para conter a ação.

Os tiros atingiram o peito, o abdômen e a perna da mulher. Ela recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada à UPA Coronel Antonino, mas não resistiu aos ferimentos.

Imagens de câmeras de segurança mostram que a arma caiu durante a confusão, divergindo da versão inicial da Polícia Militar, que indicava que o revólver teria sido retirado do coldre do policial.

O soldado envolvido na ocorrência sofreu escoriações no rosto e um arranhão no punho esquerdo. As armas utilizadas foram recolhidas para perícia.

Outras três pessoas foram encaminhadas à delegacia por desobediência e desacato. Segundo a polícia, uma delas já apresentava lesões anteriores causadas por uma queda ocorrida no dia anterior.

O delegado Felipe Paiva acompanhou os trabalhos no local, junto com equipes da Corregedoria da Polícia Militar. Duas testemunhas chegaram a se apresentar, mas não compareceram à delegacia para prestar depoimento.

A ocorrência mobilizou viaturas do 1º Batalhão da Polícia Militar e equipes do Corpo de Bombeiros. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção de agente do Estado e segue sob investigação.

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