Dólar cai a R$ 5,22 e Ibovespa sobe 1,35% com alta da Petrobras e cenário externo no radar

Redação 19/02/2026
O dólar encerrou esta quinta-feira (19) em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,22 no Brasil, pressionado por dados da economia dos Estados Unidos e pelo aumento das tensões geopolíticas entre norte-americanos e iranianos. No mesmo dia, Ibovespa avançou 1,35% e fechou aos 188.534 pontos, impulsionado principalmente pela valorização das ações da Petrobras.
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Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,04%, enquanto no mês registra recuo de 0,39% e, no ano, desvalorização de 4,77%. Já o principal índice da bolsa brasileira soma alta de 1,11% na semana, avanço de 3,95% em fevereiro e valorização de 17,01% em 2026.
No exterior, investidores analisaram novos indicadores da economia dos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho informou que os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 206 mil na última semana, abaixo da projeção de 225 mil, reforçando a percepção de estabilização do mercado de trabalho e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve na condução da política de juros.
Outro dado que chamou atenção foi a queda inesperada de 0,8% nos contratos de compra de moradias usadas em janeiro, atribuída ao baixo estoque de imóveis, fator que também afeta as projeções econômicas.
As tensões entre Estados Unidos e Irã mantiveram os mercados cautelosos. A Casa Branca afirmou ter “vários argumentos” para um eventual ataque, enquanto negociações seguem ocorrendo na Suíça. O Irã declarou que responderá em caso de bombardeio e anunciou exercícios navais conjuntos com forças russas.
O aumento do risco internacional elevou os preços do petróleo. O barril do Brent Crude subiu 2,26%, cotado a US$ 71,94, enquanto o West Texas Intermediante (WTI) avançou 2,46%, a US$ 66,65. No Brasil, o movimento beneficiou diretamente a Petrobras, cujas ações subiram 2,49%, sustentando a alta do Ibovespa.
No cenário interno, o Banco Central Brasil informou que o IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB, registrou crescimento de 2,5% em 2025. Em dezembro, o índice recuou 0,2% frente a novembro, resultado melhor do que a expectativa do mercado, que previa queda de 0,5%.
O levantamento apontou ainda alta de 0,4% no quarto trimestre em relação ao período anterior e avanço de 3,1% na comparação anual de dezembro. Apesar do crescimento, os dados indicam desaceleração da economia em relação a 2024, quando a expansão foi de 3,7%.


