Criança aciona PM ao presenciar pai armado ameaçando a mãe em Campo Grande

Redação 22/2026
Um menino de apenas 10 anos acionou a Polícia Militar na madrugada deste domingo (22) após presenciar o pai, de 42 anos, ameaçando a mãe com um revólver dentro da residência da família, no Bairro Guanandi II, em Campo Grande. O homem, que atua como comerciante atacadista, foi preso em flagrante.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a criança ligou para o 190 relatando que o pai estava agredindo a mãe e portava um revólver calibre .38. Ao chegar ao local, a equipe do 10º Batalhão da Polícia Militar encontrou a vítima abalada, que confirmou que o marido estava embriagado e havia efetuado um disparo dentro da casa.
Uma testemunha entregou aos policiais um revólver da marca Taurus, contendo uma munição deflagrada e cinco intactas. Durante a vistoria no imóvel, foi localizado um furo no forro do teto, compatível com o tiro.
Após nova informação repassada pelo próprio filho do autor, os militares encontraram mais 46 munições intactas, totalizando 51 projéteis apreendidos, além da munição já utilizada.
Consumo de álcool e escalada da violência
Segundo relato da vítima, ela, o companheiro e dois amigos ingeriam bebida alcoólica desde a meia-noite, quando um desentendimento evoluiu para agressões físicas. Na sequência, o homem teria pegado a arma, feito ameaças e efetuado o disparo para o alto.
O suspeito foi localizado nos fundos do imóvel, visivelmente embriagado e agressivo. Mesmo algemado, ele resistiu à abordagem policial, sendo necessário o uso de técnicas de contenção.
A mulher apresentava lesão leve no joelho, causada ao se abaixar no momento do disparo, além de hematoma no braço, que atribuiu a agressões anteriores. Ela também informou que já havia registros anteriores de violência doméstica.
Prisão e investigação
O homem foi autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, disparo de arma de fogo, ameaça, vias de fato, porte ilegal e resistência. A arma apreendida não possuía registro, e a numeração não foi localizada no banco de dados nacional.
O caso foi encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e segue sob investigação.


