Conflito no Oriente Médio pode pressionar preço dos combustíveis em MS, alerta sindicato

O avanço dos conflitos no Oriente Médio já começa a impactar o mercado internacional e pode elevar os preços do diesel e da gasolina em Mato Grosso do Sul, segundo avaliação do (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos).
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Nos últimos dias, as tensões aumentaram com ataques militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O Estreito de Ormuz— rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial transportado por via marítima — registrou interrupções no tráfego de navios, com petroleiros impedidos de transitar ou desviando rotas por questões de segurança.
Diante desse cenário, o impacto no bolso dos consumidores sul-mato-grossenses pode ocorrer de forma gradual, a depender da evolução do conflito e do comportamento do mercado internacional.
De acordo com o presidente do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto, o barril de petróleo subiu de US$ 62 para US$ 85 nos últimos dias, com possibilidade de novas altas. O cenário é agravado pela valorização do dólar, que encarece a importação de combustíveis.
Segundo o sindicato, os reflexos diretos incluem aumento do custo de importação para as distribuidoras, pressão sobre as margens do setor e possibilidade de reajustes nas refinarias, caso a instabilidade internacional persista.
Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, assim como aproximadamente 15% da gasolina. Com o petróleo e o dólar em alta, o custo de aquisição desses produtos sobe de forma imediata.
Tradicionalmente, o aumento dos combustíveis impacta toda a cadeia econômica. O diesel, por exemplo, é essencial para o transporte de mercadorias, o que pode resultar em elevação do frete e, consequentemente, no preço de produtos e alimentos.

