Petróleo supera US$ 100 e pressão por aumento da gasolina no Brasil cresce

Redação 09/02/2026
O preço do petróleo no mercado internacional voltou a subir e já ultrapassa os US$ 100 por barril pela primeira vez em anos, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. A valorização reacendeu o debate sobre possíveis aumentos nos combustíveis no Brasil.
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De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, a alta ampliou a diferença entre os preços praticados no país e os valores internacionais. Pelos cálculos da entidade, a gasolina vendida nas refinarias da Petrobras deveria subir cerca de R$ 1,22 por litro para acompanhar o mercado externo.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, a defasagem atual da gasolina seria de aproximadamente 49%. No caso do diesel, a diferença chegaria a 85%, o que indicaria a necessidade de aumento de cerca de R$ 2,74 por litro.
A disparada no preço do petróleo ocorreu após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, o barril do tipo Brent saltou de US$ 72,48 para cerca de US$ 108,23, alta próxima de 50%.
Especialistas afirmam que reajustes nos combustíveis podem ocorrer caso o preço internacional permaneça elevado por um período prolongado. Ainda assim, a decisão final depende da Petrobras.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou recentemente que a empresa segue avaliando o cenário e ainda não tomou uma decisão sobre eventuais reajustes.
Analistas do mercado avaliam que, se o petróleo continuar acima de US$ 100 por mais tempo, a tendência é que a Petrobras precise ajustar os preços para reduzir a defasagem em relação ao mercado internacional.
Política de preços
A política de preços da Petrobras foi modificada em maio de 2023. Desde então, a empresa deixou de seguir automaticamente a paridade com o mercado internacional e passou a considerar também fatores internos na definição dos valores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que a alta dos combustíveis tende a ocorrer em diversos países diante da atual situação global.
Segundo ele, o conflito no Oriente Médio pode afetar cadeias de energia, alimentos e insumos, o que acaba pressionando os preços em todo o mundo.


