Ministério da Saúde reforça combate ao Aedes aegypti em aldeias indígenas de MS

Redação 13/03/2026
Diante do aumento de casos de arboviroses em Mato Grosso do Sul, equipes do Ministério da Saúde realizaram uma agenda técnica em territórios indígenas para fortalecer as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.
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A mobilização ocorreu entre os dias 2 e 6 de março e contou com a participação de representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, da Secretaria Especial de Saúde Indígena e do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, além de secretarias municipais e lideranças indígenas.
A ação faz parte de uma estratégia nacional de prevenção a doenças como Dengue, Chikungunya e Zika em áreas indígenas, levando em conta as características ambientais, culturais e territoriais de cada comunidade.
A mobilização ocorre em meio ao alerta para o aumento de casos de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, onde vivem cerca de 20 mil indígenas guarani-kaiowá. Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, quase 100 casos da doença já foram confirmados.
Durante a agenda técnica, foram promovidas reuniões, apresentações institucionais e visitas de campo para avaliar as condições locais e incentivar a troca de experiências entre profissionais da saúde.
As atividades começaram em Sidrolândia, na aldeia 10 de Maio, com a apresentação dos objetivos da ação e uma visita inicial para reconhecimento do território.
Na sequência, as equipes seguiram para Amambai, onde ocorreram encontros entre gestores, profissionais de saúde e lideranças indígenas, além de visitas às aldeias da região para identificar desafios no controle do mosquito transmissor.
A agenda também passou por Miranda, com reuniões e atividades em comunidades indígenas, incluindo encontros com representantes das aldeias Moreira e Passarinho. Nos últimos dias, os trabalhos ocorreram em Aquidauana, nas regiões de Taunay e Limão Verde, reunindo representantes de diversas aldeias para discutir estratégias de vigilância e prevenção.
Segundo a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, a integração entre as diferentes esferas do Sistema Único de Saúde é fundamental para enfrentar o avanço das arboviroses.
“O enfrentamento às arboviroses exige atuação articulada entre todas as esferas do SUS. Em Mato Grosso do Sul, temos fortalecido essa integração com o Ministério da Saúde, com a saúde indígena e com os municípios para qualificar as estratégias de vigilância, prevenção e controle do Aedes”, afirmou.


